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A caminho do cofre

08 abr 2016

Cheguei lá na oficina para dar minha conferida semanal – que tem se tornado quinzenal (quase que mensal) – e qual não foi minha surpresa ao ver que a grossa camada de poeira que “protegia” o bom e velho Titanic não mais estava lá!

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E, mais ainda, ao ver que estava totalmente limpo também por dentro, sem aquelas peças perdidas em todos os cantos do assoalho e – pasmem! – com o velho banco do motorista no lugar…

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Banco esse que será oportunamente descartado, mas que mantive por perto somente para poder ter onde sentar quando – frise-se o “quando” – o motor estiver pronto.

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Fui conferir o que estava acontecendo e… vejam por si mesmos que visão maravilhosa!

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Dia desses ainda estava na montagem e agora eu o encontro ali, dormindo, montado, quase pronto para seu próximo destino…

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Fui trocar uma ideia com o Seo Waltair e ele me disse que estava quase prontinho para colocar no cofre. Só faltava a polia. “Deu algum problema?”, perguntei-lhe. E ele me explicou. E estava abismado. Acontece que ao colocar a polia original, esta rachou, de modo que ele foi no mercado atrás de outra e o que encontrou foi uma de ferro fundido! Ele não se conformava! “Ferro fundido, veja só! Que ideia de jerico! Isso tinha que ser de ferro batido e não fundido. Só no tentar colocar já engastalhou ali no comecinho e resolvi não insistir e tentar uma outra polia nova…”

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E assim, com um sorriso no rosto, o coração leve e esperança no dia de amanhã – ainda que não tenha um puto no bolso – é que deixei a oficina nesse glorioso dia… Cada vez mais perto de ouvir o rugido da fera novamente!

🙂

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No more Beauty, no more Beast…

26 mar 2016

Desde a virada do ano muita coisa vem acontecendo – no mundo, no país, no trabalho e na minha vida pessoal (na exata ordem inversa de importância…) – e que muitas vez traz consequências e a dura necessidade de enfrentar algo do tipo “recalculando rota”…

MENOS NO QUE DIZ RESPEITO AO “PROJETO”!!!

Então ladies (tem alguma por aí?) and gentlemen (vocês são, não são?) vejamos alguns dos últimos acontecimentos que, direta ou indiretamente, influeciam n’O Projeto.

Pra começar temos que precisei vender meu querido Opala 90 (“The Beast”), conhecido originalmente como Poseidon e, mais recentemente, como Cruzador Imperial (eu já estava até buscando uma buzina com o tema do Darth Vader pra colocar nele…).

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Após diversas idas à feirinha – fonte inesgotável para comprar ou vender todo e qualquer carro velho clássico que se possa imaginar – e um bom tempo anunciado no OLX – onde textualmente escrevi que só me interessava a venda, o que, óbvio, foi a porta aberta para que me apresentassem as mais estafúrdias propostas de troca. A gente fala uma coisa, as pessoas fazem outra! Eu nunca vou deixar de ficar abismado com essa raça. Humana.

Enfim, de um encontro mais inusitado possível foi que acabou saindo negócio. Numa sexta-feira dessas, do nada, resolvi dar uma passada num dos locais de praxe para sextas-feiras dessas: no caso, lá na MetalMotos, uma oficina-rock-bar, para uma breja gelada, uma dose de uísque, um colírio para os olhos e um bom bate papo com o pessoal que costuma frequentar o local, quer fossem conhecidos ou não. E num desses proseios surgiu um caboclo que se interessou pelo carro – não pra ele, mas para um amigo. Eu sequer estava com a viatura no local, apenas descrevi em detalhes como era e o pouco que tinha que ser feito a título de reparos.

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Eis que no dia seguinte o sujeito me liga pra dizer que o amigo dele até se interessou, mas naquele momento não tinha como fazer negócio. Pensei comigo: “legal esse cara, ainda que não tenha dado negócio ligou ao menos para dar satisfação, difícil gente assim hoje em dia…” Agradeci e já estava prestes a desligar quando, assim, de supetão, ele me soltou: “ele não ficou, mas eu fico”.

Confesso que fiquei meio surpreso, mas proseamos mais um pouco, combinamos de ele vir dar uma olhada no carro, trocamos e-mails, uatizápes, telefones e contas-correntes e, quando menos esperava, o negócio estava concluído. E, exatamente no dia 13 de janeiro, lá se foi o bom e velho opalão…

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E, na sequência, também precisei negociar a querida Harley 883 (“The Beauty”), sem outros codinomes, parceira de estradas viagens e outros momentos especiais…

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A questão é: é muito bom ter moto. Muito MESMO. Mas há que se ter um carro, também. Após a venda do Opala, tendo somente a moto como meio de transporte, bastaram três dias de intensa chuva torrencial ao voltar pra casa para me congestionar todo e ocasionar, numa reação em cadeia, uma coisa que jamais tive na vida: um ataque de sinusite. Localizado, temporário e com cura. Mas uma desgraça pra se passar o dia-a-dia!

Por conta disso precisei ter um proseio com Seo Bento, vulgo Meu Pai, que tem dois conservadíssimos veículos: duas Variants, uma marrom, outra dourada. Expliquei a situação, garanti que era só por uma, talvez uma semana e meia e que cuidaria bem de sua relíquia. Meu pai, que é de uma franqueza cavalar, simplesmente me respondeu: “Ói, fio, a contragosto, mas empresto sim.”

Bem, fazer o quê? Esse é meu pai. Ao menos pude dirigir um tempo sob capota coberta, enquanto voltava a arquitetar minhas arquitetações e planejar para onde correr desta vez. E a conclusão óbvia foi me desfazer da moto. Negociar daqui, resolver dali, saldar dívidas acolá e, enfim, tocar a vida em frente.

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Como o Universo não cansa de caçoar da minha pessoa, trazendo situações quase que inverossímeis para esta minha vidinha, no último dia 23 acabei fechando negócio com ninguém mais, ninguém menos que o Flávio – que foi o mesmo amigo de quem eu comprei a moto! O curioso é que no tempo em que fiquei com ela, fiz algumas adaptações, instalei um Sissy Bar (encosto), comando avançado, alforjes – tudo sempre com o palpite dele. A brincadeira era que, apesar de vendida, a moto era “nossa”. Nada mais verdadeiro…

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Enfim, crianças, é isso…

Oi?

Se agora estou a pé?

JAMAIS!

A história de hoje já está longa e faltam-me fotos para a história a seguir. Fora o fato de que O Projeto já caminhou um tanto e temos novidades na área! Mordam seus cotovelos de curiosidade e aguardem notícias – muito em breve! 😀

| Guardado em: Dois Canecos, Poseidon / Cruzador Imperial |

Fechando 2015…

31 dez 2015

Ainda que tarde para um “Feliz Natal”, ainda há tempo para um “Próspero Ano Novo”…

Pois é, caríssimos, como sabem a crise pegou todos de jeito. Não adianta me dizerem que a culpa é deste ou daquele partido político, pois, na minha humilde opinião, foi a “conjuntura” que nos trouxe ao presente momento. Independentemente de minhas próprias convicções, acho que todos – sem exceção – colaboraram para o atual estágio da economia. Essa crise política, essa insistência num “terceiro turno”, os escândalos, a corrupção, um “impeachment” sem consistência jurídica, um vice-presidente fraco, um presidente da Câmara mau caráter e mesmo uma presidente que aparenta estar perdida em meio a tudo isso – bem, são esses os pontos principais dessa maçaroca.

E, “graças” aos advogados de plantão, com seus recursos intermináveis, não vejo um breve fim para essa crise política…

E enquanto a crise política persistir, a crise econômica haverá de perdurar.

E é por isso que é importante aprender com a história:

O orçamento deve ser equilibrado, o tesouro público deve ser reposto, a dívida pública deve ser reduzida, a arrogância das autoridades deve ser moderada e controlada. Os pagamentos a governos estrangeiros devem ser reduzidos para que Roma não vá à falência. As pessoas devem novamente aprender a trabalhar em vez de viver às custas do Estado.

Marcus Tullius Cicero (*106 aC / +43 aC)

Mas isso é só pra pensar um bocadinho… Deixemos a política de lado, porque esse nunca foi intento deste nosso espaço virtual: afinal se você está aqui é porque quer, no mínimo, falar sobre Opalas!

E, opalisticamente falando, O Projeto continua do mesmo jeitinho, devagar e sempre. Afinal a crise que citei aí em cima (ói ela de novo…) também afetou os parcos recursos deste ancião que vos tecla. Desde que o motor foi retificado, começou a luta para encontrar as peças originais ou paralelas de boa qualidade (que só o Seo Waltair sabe reconhecer) para a montagem. Na última semana antes do Natal passei por lá e ele me informou que já tinha conseguido praticamente tudo, das bronzinas aos tuchos – inclusive um chicote novo, montado por um caboclo especialmente para o modelo do Titanic (1979).

O motor foi pintado (não, não nas cores “originais”, lembram-se?), outras peças estão ficando no ponto e a última busca que ele tem feito é por um tanque de gasolina de metal.

Para não ficarmos somente nas palavras, eis algumas imagens do nosso querido Titanic, inclusive da poeira que o recobre – segundo o Seo Waltair é pra proteger a pintura…

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Bão, é isso, moçada.

Aguardemos com ansiedade o ano de 2016, quando, certamente, esse velho motor voltará a rugir, uma vez que restaurada toda a força de seu coração mecânico.

Boas festas procês!!!

😀
 

| Guardado em: O Projeto |

Opala Comodoro 1990 – OLX

19 nov 2015

Opala realmente é uma paixão para os aficcionados…

E certamente você que está lendo estas linhas o é! O que mais explica eu ficar mais de dois meses sem colocar uma atualização sequer aqui neste nosso cantinho virtual e ainda ter, em média, 150 visitas por dia? É coisa de louco mesmo. Na qual, honrosamente, me incluo! 🙂

Mas vamos aos negócios.

O nosso querido Titanic continua firme e forte na reforma – mais do que eu, até. Ainda que já tenhamos evoluído um bocadinho mais nO Projeto, eu e o “Seo Waltair” continuamos honrando nosso bom e velho acordo, onde ele não tem pressa e eu não tenho dinheiro.

E esse é o ponto.

A crise chegou.

Nestes difíceis tempos de contas a pagar, rematrícula dos (três!) filhotes, contas a pagar, cartões de crédito, contas a pagar, cheque especial, contas a pagar, final de ano chegando, contas a pagar, empréstimos e o escambau, o caixa tá pra lá de baixo. Aliás, eu já falei que tenho contas a pagar?…

Então, caríssimos, achei por bem entrar em modo de “contenção de danos”. E, para isso, vão-se os dedos e fiquem os anéis…

Não. Péra.

Vão-se os anéis e fiquem os dedos!

Aí, sim.

E, assim o sendo, dentre outras medidas, vi-me obrigado em colocar à venda o nosso querido Cruzador Imperial. Vocês já o conhecem – em detalhes – daqui mesmo, do blog, desde quando o comprei.

Então, caso haja algum interessado, os detalhes estão no anúncio lá no OLX. Basta clicar na imagem abaixo, ok?

É isso.

Anúncio no OLX!

| Guardado em: Poseidon / Cruzador Imperial |

Extintores em extinção

18 set 2015

Cês tão de sacanagem…

Depois de toda a correria, de toda a gastança, de toda a multança, depois de o extintor ABC ter simplesmente desaparecido da face da Terra – gerando um “mercado paralelo” pra lá de lucrativo – agora o Contran me vem com essa?

Oi? Não estão sabendo? Então. Não é que o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) informou nesta última quinta-feira, 17 de setembro, que o uso da porra do extintor nos automóveis e veículos comerciais leves passará a ser facultativo? Pois é. Essa decisão foi anunciada por Alberto Angerami, presidente do órgão e diretor do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito).

Entretanto a obrigatoriedade do equipamento será mantida nos veículos de uso comercial, de transporte de passageiros e de produtos inflamáveis (líquidos e gasosos), tais como caminhões, microônibus, ônibus e o escambau.

Olha só: é de conhecimento até do reino mineral que o brasileiro, de um modo geral, não tem nenhuma noção de como utilizar um extintor. Os exames para tirar habilitação são uma piada e não é realizado nenhum tipo de curso preparatório. Nem mesmo para utilização daquela idiotice dos kits de primeiros socorros “obrigatórios” (quem lembra?) – que continham dois rolos de ataduras de crepe, um rolo pequeno de esparadrapo, dois pacotes de gases, dois pares de luvas e uma tesoura sem ponta. No caso de um acidente com vítimas o que é que você faria com isso, hein McGyver?. Ora, invariavelmente, numa emergência qual é a primeira reação do motorista – ainda mais no caso de fogo? Sair correndo e o carro que se foda.

E sabem o porquê dessa decisão do Contran?

Simplesmente porque descobriram que as “inovações tecnológicas introduzidas nos veículos aumentaram a segurança contra incêndios”… Isso aliado ao fato de que, num levantamento feito pela Associação Brasileira de Engenharia Automativa, constataram que nos acidentes com incêndio somente cerca de 3% dos motoristas é que usaram o extintor. E, ainda assim, não se tem informação se usaram da maneira correta…

Aliás, consta que nos Estados Unidos e na maior parte da Europa não existe a obrigatoriedade – sabem o porquê? É que as “otoridades” consideram que a falta de treinamento e despreparo dos motoristas no manuseio gerariam ainda mais riscos que o próprio incêndio em si!

Enfim, a decisão foi tomada, mas, até onde sei, ainda não foi baixada portaria, resolução ou seja lá o que for. Enquanto isso não ocorrer “formalmente”, a fiscalização continua e a punição para quem não estiver com o equipamento ou para quem estiver com o equipamento com prazo de validade vencido implica numa multa no valor de R$127,69 e cinco pontos na carteira de habilitação.

Mas não demora muito, cedo ou tarde ainda poderemos dar outra utilização para aquele suporte do extintor…

| Guardado em: Burrocracia, No mundo lá fora |

Harley Davidson: como tudo começou…

16 set 2015


William Harley & Arthur Davidson – 1914

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O início do fim…

26 ago 2015

…dessa etapa!

E eis que na usual visita semanal, uma grata surpresa me aguardava…

Mas antes vamos falar um pouco da situação geral e dos porquês das coisas. Muita gente já me questionou – ao vivo e online – se eu não estava sendo “enrolado”. Sempre fui muito veemente e categórico em deixar claro que NÃO, não era nada disso, que o meu “acordo” com o Seo Waltair era de que trabalhasse absolutamente sem pressão, no tempo e no modo dele. Tá certo que ficamos um bom tempo de molho à procura de um câmbio de cinco marchas (lembram?), até que desisti. Ao menos, por enquanto.

Ainda assim restava o motor, que já tinha sido enviado para retífica e nunca que voltava. Tem coisa de umas duas semanas que, num proseio com o Seo Waltair ele me contou o que havia corrido. Isso porque até mesmo ele já estava ficando encafifado com essa demora toda e resolveu ir até lá para saber o que estava acontecendo.

E o caso, ao que parece, foi que o dono dessa retífica tinha dois funcionários de extrema confiança, um que cuidava do administrativo e outro que o ajudava no dia a dia com os motores. Caboclo bão de serviço e que era o braço direito dele. E eis que o cara do administrativo, assim de uma hora pra outra, resolveu sair, deixando-o na mão. Só com isso já não foi nada fácil ter que conciliar tudo, toda aquela papelada, compromissos, pagamentos e mais as retíficas. Mas ainda assim foi tocando seu negócio. Até que o cara da mecânica também resolveu sair. Aí o mundo ficou muito mais complicado – até por conta de que não seria nada fácil encontrar outro sujeito desses no mercado ou, pior, ter que treinar alguém do nada!

E então veio o golpe de misericórdia.

O desinfeliz do mecânico entrou com uma reclamação trabalhista contra ele! Aí sim a coisa despirocou de vez. Ele que já havia ficado magoado com a saída do rapaz, ficou então totalmente desacorçoado. Perdeu o rumo, a mão, a vontade. E levou tempo para se recuperar. Um bom tempo. Mas como tudo na vida tem um limite (inclusive o cheque especial), ele conseguiu superar esse abalo e, aos poucos, foi voltando à sua normalidade, seu dia a dia, seus compromissos e assim por diante. E, dentre esses compromissos, um deles era exatamente a retífica do meu motor. Que foi entregue!

E quem veio me contar, todo pimpão, foi o filho do Seo Waltair!

Disse-me que ainda faltavam outras partes, como o pistão, anéis, etc – ou seja, o kit completo – mas que agora eles iam começar a montagem.

E, só pra constar, com a retífica, ainda que imperceptivelmente, a cilindrada do motor aumentou. Pois fazer uma retífica nada mais é que “alargar” um pouquinho os cilindros, no caso em 0,25mm (padrão para a primeira retífica). Aliás, para que entendam um pouco melhor essa história, saibam que “cilindrada” tem a ver com o “tamanho de motor” e é a medida do volume total dos cilindros em centímetros cúbicos. Assim, 1.000cc equivale a 1 litro. Por exemplo, um motor de 500cc com 2 cilindros significa que num cilindro, com seu pistão na posição mais baixa, cabe o conteúdo de um copo de 250ml, ou seja, cada cilindro é de 250cc, o que multiplicados por 2 cilindros somam as 500cc.

No caso do Opala seis cilindros (4.1) a “cilindrada oficial” é de 4.095.336mm³; com a primeira retífica, vai para 4.137.048mm³. Se é que não errei na conta…

Mas o mais legal foi ver a animação do rapaz, pois ele veio me perguntar se eu iria querer pintar o motor com a cor original – já sugerindo que o motorzão todo vermelho no Opala laranja poderia ficar esquisito. Como eu percebi que ele já havia pensado bem no assunto, lembrei-o de que eu estava reformando o Titanic, e não restaurando. “Desembucha”, eu lhe disse.

Então ele me levou para um outro canto da oficina e me mostrou como estava a tampa, pintada de preto.

E já sugeriu fazer a mesma coisa com as tampas laterais do motor, porque daí daria uma quebrada e ficaria muito mais bonito. Fiquei feliz com a empolgação dele e garanti que ele poderia dar asas à imaginação, pois no meu íntimo eu já tinha certeza que ele seria tão caprichoso quanto o pai.

E só pra completar ele já sugeriu fazer uma fina linha vermelha nas letras da tampa…

Enfim, é isso. Aguardem cenas dos próximos capítulos – que, garanto-lhes, em breve virão! 😀

Em tempo: Caso queiram saber como foi a conta matemágica para se chegar na cilindrada do motor, eis a fórmula:

(PI x r² x h) x n, onde:

PI = 3,1416

r = raio do pistão ao quadrado (metade do diâmetro, que é de 98,43mm)

h = curso do pistão no cilindro (que é de 89,7mm)

n = número de cilindros (que são os 6 canecos do 4.1)

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Aiô, Silver!

12 jun 2015

Olá comunidade Opaleira!!!

Bem, ao menos aos quatro ou cinco que ainda “ousam” passar por aqui…

Estava preparando um longo texto acerca das últimas ocorrências com o nosso querido, amado, idolatrado Titanic, em especial acerca da dificuldade de encontrar as buchas necessárias para a retífica do motor, já com imagens e minhas pseudo-explicações técnicas sobre o que são e o que fazem, mas… a vida é uma caixinha de surpresas! Ou seja, o trabalho tem me consumido e nos finais de semana o ânimo para escrever tem me fugido…

Mas o que aconteceu hoje necessitava ser compartilhado!

Fui até lá na mecânica do “Seo” Waltair para a semanal visita ao moribundo, saber a quantas anda tudo, se precisava de algo ($$$), enfim, coisas do gênero. Tudo sob controle e a montagem do motor (talvez) comece na próxima semana. E sempre que falo isso vou me lembrar do filme Um dia a casa cai… Quanto tempo para ficar pronto? “Two weeks”. Sempre.

Mas, enfim, já estava até indo embora quando o bom velhinho, com um olhar maroto, me perguntou:

“Já te mostrei o Opala que está lá embaixo?”

Por “lá embaixo” entenda-se a casa ao lado da oficina, com uma frente gigantesca toda gramada.

“Não.”

“Então vamos lá!”

Fiquei curioso e o acompanhei. E ele animado para me mostrar o que queria mostrar – tanto que, naquele momento, chegou uma cliente pedindo para ele dar uma voltinha com ela para ouvir um barulho diferente no carro. Ele pediu para que ela esperasse um pouquinho, que já voltava. E lá fomos nós.

Já do portão entendi o porquê ele queria me mostrar aquele Opala…

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Lindo! Ainda mais se considerarmos a capota de vinil, que acentuou ainda mais seu charme todo próprio!

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Por mais que olhasse e procurasse (à exceção da letrinha “R” faltando na frente), o carro realmente estava impecável em todos os detalhes!

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Se não original, tudo ao menos em perfeitíssimo estado de conservação!

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E mesmo eu, que não sou lá muito fã de bancos de couro, não pude deixar de apreciar – e muito – os detalhes e o esmero do estofamento…

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Mas, por incrível que pareça, esse ainda não era o ponto.

O que ele queria mesmo me mostrar era outra coisa.

Depois de admirar o carro e dar uma e outra e outra volta em torno do mesmo (com a cliente lá na oficina ainda esperando e ele sem pressa nenhuma), então me pediu para abrir o capô.

“Zuzo bem…”

Procurei a alavaquinha, bem escondidinha lá no fundo e puxei.

Enquanto isso ele levantou e apoiou a tampa do capô.

Saí de dentro do carro e fui dar uma olhada…

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É brincadeira????

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Um belo de um motor de Silverado, perfeitamente adaptado dentro da criança!

Eu sempre costumo dizer que os motores de Opala são plug-and-play, pois são possíveis de adaptar em praticamente qualquer carro. Até num Fusca, eu já vi! Mas que o cofre do motor do Opala também tinha a capacidade de receber “monstros” como esse, juro que eu não sabia que era possível!

Enfim, ainda que não tenha notícias frescas de nossa aventura opalística, ao menos pude compartilhar essa linda visão que tive hoje pela manhã…

🙂

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O Tanque

12 abr 2015

Não.

Péra.

Não é nada disso.

Estamos falando de tanque, sim, mas é de combustível…

Em particular o do Titanic.

Que nada deve para uma peneira. Das boas.

Explico. Como agora retomamos a montagem do carro… Hein? O quê? Eu não havia falado disso? Pois é, vejam só… Tendo abortado a busca ao sagrado câmbio perdido, foi questão de tempo – e pouco – para finalmente darmos o próximo passo, qual seja, a retífica. Ainda pretendo falar um pouco mais disso por aqui, mas por enquanto basta saber que ela já foi providenciada. Nesse meio tempo o Seo Waltair saiu à busca de suportes para o radiador (mudamos o motor para 6 cilindros, lembram?) e cuidou de dar um trato no tanque.

Mas nem foi preciso muito…

Ao simplesmente tirar o excesso de barro e pó que se acumularam no decorrer dos últimos anos, já ficaram nítidos os furos. A corrosão veio de dentro pra fora. Nem foi preciso uma escova de aço para que os malditos furinhos aparecessem…

Faltou dar um zoom, mas creiam-me: eles estavam lá. Como se algum tipo de cupim de metal tivesse feito alguma reinação no pobre do tanque. Estrago digno de um Megatron avariado…

Bem, constatado o óbvio, o negócio é seguir em frente. A busca por um outro tanque, de metal mesmo. Segundo ele, adaptar um de “plástico” teria mais inconvenientes que vantagens, desde a fixação até mesmo a regulagem do marcador de combustível. E já concordamos que nada de buscar tanque usado. Se é pra fazer certo, que seja novo, então.

Ele vai fuçar do lado dele e eu do meu.

E, cá do meu lado, numa fuçadinha básica encontrei um de 65 litros lá na Jocar. Da marca Igasa, recomendado para Opalas de 82 a 84. Quase quatrocentos contos! Mas, se servir, bem, pelo menos em dez vezes no cartão eles fazem. E, na atual conjuntura, com tudo mais que ainda precisaremos para que o Titanic volte à vida, isso já me daria um fôlego gigantesco…

Encavalando o proseio…

Depois de já ter concluído este post lembrei-me que em algum lugar já havia visto uma matéria um pouco mais completa sobre tanques. Não tive dúvidas: fui dar uma fuçada na minha modesta biblioteca e encontrei o que queria lá na revista Opala & Cia nº 27. Muito boa e única do gênero que se mantém. Royalties, please. Aceito na forma da revista nº 2 que é a única que falta na minha coleção! 🙂

Mas voltemos ao assunto – e, pra variar, com um pouco de história.

Quando foi lançado no mercado o tanque da linha Opala não fugia do tradicional. Os modelos da época, tanto o 3.800 quanto o 2.500, possuiam um tanque feito com chapa de aço estampada e bocal metálico, com capacidade para 55 litros. Em 1975, com a reestilização da linha, houve alterações nas tampas dos reservatórios, mas não com relação aos tanques em si. Mais tarde, em 1979, por conta da crise do petróleo, a capacidade do tanque foi ampliada para 65 litros para garantir uma maior autonomia – principalmente porque surgiu a versão com motor a álcool, cujo consumo era bem maior

Os tanques da época – tanto para motores gasolina quanto para motores a álcool – tinham a chapa tratada com estanho para evitar a corrosão. Em 1984 a autonomia melhorou ainda mais, pois o Opala a álcool passou a ser equipado com um tanque ainda maior, de 88 litros. Já a partir de 1990 foi adotado para toda a linha o tanque plástico de 91 litros, de polietileno de alta densidade e alto peso molecular.

Já ouvi dizer que existiriam tanques até maiores, de modelos especiais, mas sinceramente não encontrei nada sobre o assunto.

O que não dá pra deixar de lado é, no caso de mudança do tanque, mudar também a boia de combustível, colocando um modelo que seja compatível, sob risco de ser enganado pelo marcador…

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Deuce of Spades

05 abr 2015


Deuce of Spades (2011)

Título original: Deuce of Spades
Lançamento: 2011
Direção: Faith Granger
Roteiro: Faith Granger
Gênero: Drama
Duração: 150 min
Elenco:
Faith Granger – Faith
Timothy Luke – Johnny Callaway
Alexandra Holder – Bettie Thompson

“Quando uma jovem encontra uma misteriosa carta, que remonta aos anos cinquenta, escondida no roadster que acabou de comprar – e que estava abandonado há décadas num galpáo – ela fica com dúvidas e curiosa em saber do que se trata. É então que decide tentar descobrir o que aconteceu e reconstruir o passado conturbado de seu veículo em busca da resposta: quem foi Johnny Callaway?”

Gostei muito do filme. Somente o fato de ser ambientado – em parte – nos anos cinquenta e tratar das famosas corridas de roadsters já teria tudo para atrair minha atenção. Adicione um pequeno mistério, flashbacks, muita mecânica, muita velocidade e um suave romance… Bem, todos os elementos estão aí. Em especial, no que diz respeito às cenas de mecânica explícita, somente fazem é ferver a ferrugem que – não se enganem! – ainda corre nas veias deste velho opaleiro! Ainda que seja um filme “autoral” (dirigido, escrito, intepretado – e sabe-se lá mais o quê – por uma única pessoa), a trama se sustenta muito bem e, lá do meio para o final, não deixa de trazer uma interessante surpresa… Recomendo!


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Família 1978

29 mar 2015

Dentro em breve voltaremos aqui com algumas novidades… Finalmente o Projeto vai andar! Milimetricamente, talvez… Mas vai! Os comentários pendentes serão liberados, textos serão atualizados, a poeira será espanada, o blog engatará a primeira e milhares e milhares de opaleiros poderão voltar a dormir! 😀

Enquanto isso fiquem com essa imagem da linha 78, que particularmente considero uma das mais lindas já lançadas em termos de propagandas da família Chevrolet!

Clique na imagem para ampliar!

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O Fusca Trailer

14 fev 2015

Simplesmente fantástica essa ideia! Nâo sei se “pegou” – até porque o comercial é de 1974… Mas que é legal, isso lá é!

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Vão-se os aneis…

14 fev 2015

Mas que fiquem os dedos!

Às vezes, para que não abandonemos nossos sonhos, é preciso restringi-los. Ao menos em parte.

E a parte que tive que sacrificar – apesar de todo o tempo decorrido e todo o trabalho da busca – é justamente o do câmbio de 5 marchas. Não vai rolar. Vai ter que ficar para algum outro momento.

Só pra recapitular: o Titanic foi totalmente desmontado, as partes com ferrugem foram completamente extirpadas, foi feita a funilaria, foi realizada a pintura, a suspensão e os freios foram montados já completamente revisados e foi instalda uma direção hidráulica. Os próximos passos seriam a instalação de um câmbio de 5 marchas e a retífica do motor, pois estava subindo óleo no sexto cilindro.

Mas a grana reservada para esses passos teve que ser utilizada em prol de um bem maior. E tão cedo não tenho como reequilibrar minha conta-corrente. Mas esse carro vai sair de lá andando! Ah, se vai! Partimos, então, somente para a retífica. Nada de cortar o túnel, nada de adaptar câmbio, nada de quinta marcha.

Paciência.

Que se há de fazer?

Faz parte. 🙁

Mas de uma coisa podem ter certeza…

O sonho não acabou! 😀

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