E faltou o furo…

É, o Projeto continua…

Agradeço a presença dos meus quase quatro fiéis leitores que ainda teimam em aparecer por aqui, talvez movidos mais por fé do que por esperança…

Mas o último ano e meio foi bastante atribulado para mim, conforme eu já havia explicado lá em dezembro de 2016. Em que pese eu ter montado uma empresa de consultoria (Ases Consultoria), também voltei a advogar – mas só que no muito específico ramo de licitações e contratos perante a Administração Pública. Afinal foram 16 anos de experiência acumulada nessa área que eu não poderia simplesmente descartar para voltar ao mercado ombro a ombro com outros advogados, às vezes até mesmo recém-formados.

Ou seja, voltei àquela vida de vagabundo que pedi a Deus! #SQN

E desde abril de 2017, quando demos início à Sexta Fase deste nosso Projeto, ou seja, a reconstrução da parte elétrica do Titanic, o bólido está lá com o Japonês (ou “Osvaldinho”), que trabalha sozinho e nem sempre tem tempo pra ele. Mas tudo bem, faz parte do combinado. Apesar que nos últimos tempos eu tenho dado uma pressão em cima dele…

E por essas e outras, mesmo eu tenho estado um pouco afastado aqui do blog – desde novembro do ano passado, quando a última coisa que lhes contei foi acerca da montagem dos faróis. Apesar de já termos evoluído em outras frentes, tais como as fechaduras das portas e do tampão traseiro, bem como a trava do capô, fora a “retífica” pela qual passou o painel, outra hora eu volto pra contar sobre isso – ainda que fora da nossa rigorosa “ordem cronológica”, mas verão que não fará mal nenhum ao desenvolvimento d’O Projeto.

Enfim, agora não falta muito para terminar a parte elétrica: basicamente só testar e providenciar a montagem do painel. Todo o restante (faróis, setas, lanternas, etc) já está devidamente no lugar e funcionando. Ah, mas ainda faltava a luz de teto, ou como é denominada nos manuais, “Luz de Cortesia”. Como a que estava originalmente instalada encontrava-se numa situação digna de pena, resolvi dar uma fuçada numa lojinha lá do Centro da cidade – “O Lanterneiro” (royalties, please) – para ver se encontrava alguma coisa. E não é que encontrei?

Beleza! Uma vez instalada com a fiação, seria só questão de conectá-la nos botões da porta, certo? Daí vocês poderiam me perguntar se eu tenho esses botões e responder-lhes-ia eu com um sonoro “YES, I DO”!!! É esse caboclinho do esquema aí de baixo…

E minha certeza de que os tinha se deu porque quando eu e meu pai passamos pela Segunda Fase, ou seja, a “funilaria grossa”, desmontamos e guardamos todas essas miudezas. Até porque foi mesmo preciso trocar a chapa da coluna da porta…

GLUP.

Foi só então que minha ficha caiu.

Não só nós não furamos o local onde seriam instalados esses botões, como também sequer tiramos o molde dos furos da chapa anterior que descartamos…

Bem, como praguejar não adiantava (muito), o negócio era meter mãos à obra e construir um molde a partir do próprio botão interruptor da porta que eu tinha em mãos. Já em casa, bem lá no meio das tralhas do meu sogro encontrei o que eu precisava: uma pequena chapa de alumínio, perfeita para construir um gabarito. Pelo desenho do esquema lá do começo ficou claro que o parafuso a ser utilizado seria um de rosca soberba, ou seja, a ser fixado na própria lataria do carro. Encontrei o que melhor se ajustava ao botão e daí fiz as marcas iniciais na chapa de alumínio para montar o gabarito.

Com um paquímetro medi o diâmetro interno do parafuso (isto é, sem considerar a própria rosca dele). Três milímetros. Ato contínuo medi o diâmetro do botão interruptor. Onze milímetros.

Não vou cansá-los contando detalhes da desventura que se seguiu, pelo fato de eu não ter uma broca de 3 milímetros e precisar emprestar do meu sogro japonês, que mora conosco, tem 86 anos, mal fala português e é surdo como uma porta de carvalho dupla, pois foi só com muito custo – e depois de recusar várias vezes o arco de pua que ele queria que eu usasse – que consegui encontrar a bendita broca.

Também não vou nem citar que eu também não tinha uma broca de 11 milímetros, pedi para meu filho comprar uma no caminho da escola até em casa, somente para descobrir que o mandril da minha furadeira era de 10 milímetros – e não, a broca não era rebaixada, pelo que tive que perder ainda mais um tempo considerável indo até a loja trocá-la.

E muito menos vou relatar a maneira como eu, cabaço, mesmo tendo à minha disposiçã na minha bancada uma morsa de bom tamanho, alguns grampos sargentos guardados na gaveta e mesmo um bom alicate de pressão, ainda assim resolvi segurar a chapa de alumínio com a mão enquanto a furava com a outra. É LÓGICO que a chapinha travou na furadeira, rodopiando igual uma hélice de um avião monomotor e fez UM SENHOR DE UM TALHO no dedão da minha mão esquerda.

Não, não, não. Não vou perturbá-los com essas histórias que fogem do nosso contexto, que é a efetiva instalação do botão interruptor das portas para acender a luz de cortesia do meu Opala 1979, vulgo Titanic.

Enfim, vamos ao nosso passo a passo de hoje. Tendo o gabarito em mãos bastou localizar o ponto em que eu pretendia fazer os furos na coluna da porta. Para isso tive que fazer umas buscas pela Internet até encontrar alguém que tivesse tirado alguma foto de um veículo similar com as portas abertas e daí eu pudesse ter uma noção aproximada da posição dos furos. O primeiro passo foi desenhar sua posição na coluna da porta.

Se algum de vocês já tentou furar uma chapa de aço utilizando uma broca de metal então já deve saber que nessa hora a furadeira vira uma bailarina russa, com a broca bailando pra tudo quanto é lado, menos no lugar que a gente quer que ela fure. Por isso mesmo, antes de começar a furar, o negócio é pegar um bom punção e com uma boa martelada marcar a posição inicial dos furos.

Não, não tentem já furar diretamente com a broca de 11 milímetros, pois é arriscado até mesmo perder a broca com o superaquecimento. Então vamos por etapas. Façam os dois furos iniciais usando a broca de 3 milímetros. Um deles já vai ser o definitivo, enquanto que o outro ainda vai sofrer mais algumas intervenções…

Ato contínuo vamos usar uma broca intermediária para ampliar o furo onde vai efetivamente ser encaixado o interruptor. No meu caso usei uma de 7 milímetros.

Agora sim, com um furo já bem desenvolvido e fortinho podemos tranquilamente meter-lhe a broca de 11 milímetros goela abaixo. Para todos os furos comecem devagar e com firmeza, com cuidado para que quando a broca atravessar não deem uma cacetada com o mandril da furadeira no buraco, o que só iria estragar a pintura, ok?

E só para fins de comparação, eis o gabarito que eu criei (e que me custou somente um dedão) em relação aos furos que fiz na lataria do carro. Perfeito!

E este, meus caros, é o nosso herói do dia. É o sujeitinho que vai garantir o acender e apagar da nossa luz do teto – ops, quer dizer, “Luz de Cortesia”. Reparem que ao instalá-lo no furo maior a parte de metal vai fazer contato direto com a lataria, fechando assim a fase do terra sempre que o botão estiver desarmado (ou seja, com a porta do veículo aberta), fazendo com que a luz se acenda.

E quando a porta se fechar, pressionará o botão, fazendo com que se desconecte da fase do terra, apagando assim a luz. E, por favor, nem reparem no sangue coagulado ali do meu dedão, ok?

Eis aqui o botão devidamente instalado, num encaixe perfeito com os furos que fiz.

Aqui vocês podem vê-lo mais de esgueio, ficando fácil de perceber como o bichinho funciona.

Enfim, caríssimos, não tem segredo. Apenas é um pouquinho trabalhoso, mas nada impossível de ser feito – desde que munidos de um pouco de paciência, bom senso e as ferramentas certas. Ah, e diferente de mim, para vocês não haverá necessidade de realizar um sacrifício de sangue aos deuses da ferrugem e do antigomobilismo…

Speed Racer

Dia desses eu estava na caça de algumas referências visuais para o nosso amado, idolatrado, salve, salve, Titanic e vim parar na imagem desse estupendo SS aí em cima.

E então resolvi perguntar para mim mesmo: “mim mesmo, desde quando gostamos tanto assim de carros?…”

E fui buscar minhas memórias mais antigas, desde quando ainda brincava nos fundos da casa de meus pais, quando bastava um toquinho de madeira, quatro pregos, quatro tampinhas e – pronto! – estava feito meu carrinho para ficar empurrando pelos montes de terra, grama e lama que eu espalhava pelo quintal.

Mas ainda não era isso. Esse quê de paixão com relação às curvas do carro, com o ronco do motor, com a tecnologia embarcada – nada disso estava presente naquela pueril brincadeira de criança.

Foi então que me lembrei!

Speed Racer!

Naquela época da infância – idos da década de setenta – não havia Internet, não tínhamos acesso (nem interesse) a revistas especializadas e, quando muito, havia o sinal da TV aberta, impingindo-nos o que quer que achassem que valia a pena. Bem, com relação à TV até hoje ainda continua assim…

Enfim, dentre as parcas opções oferecidas pela extinta TV Tupi (que mais tarde viria a se tornar o SBT) tínhamos o desenho japonês dos anos sessenta Mach Go Go Go que acabaram “traduzindo” para o resto do mundo como Speed Racer. Um piloto sempre ético que, juntamente com a família e amigos, sempre estava disposto a lutar pela justiça e, de quebra, sagrar-se como Campeão do Mundo nas corridas.

Mas a grande estrela era o Mach 5. Um possante carro com linhas futuristas e que tinha como maior atrativo seu volante com sete botões, nominados de A a G, que permitiam ao piloto se destacar dentre os demais pilotos nos momentos cruciais das corridas:

(A) Autojack – hastes propulsoras, que faziam o carro saltar;

(B) Belt Tire – esteira que recobria os pneus em terrenos acidentados e também servia para proteger os pneus contra armadilhas;

(C) Cutter – duas serras, que saíam da fente do carro, para cortar qualquer obstáculo;

(D) Defenser – uma proteção de vidro à prova de balas que recobria o cockpit;

(E) Evening Eye – faróis infravermelhos;

(F) Frogger – permitia que o carro funcionasse e viajasse debaixo d’água, como um submarino; e

(G) Gizmo Robot – um robô mensageiro, na forma de um pombo-correio, que também funcionava como um GPS, fornecendo sempre a localização exata do Mach 5.

Como muitos outros animes, era um desenho bastante fantasioso, com cenas que beiravam o absurdo da lógica e movimentos dos carros que desafiavam as leis da física. E lá eu queria saber disso? Eu curtia – e muito – cada uma daquelas aventuras, isso sim!

Mas o tempo passou, eu cresci, outros interesses surgiram na minha vida e aquele pedacinho de emoção meio que ficou perdido lá na infância…

Há alguns anos, quando meus filhotes ainda eram pequenos (e agora já com o advento da Internet), consegui localizar vários episódios daquela série. Fomos assistir juntos e, ainda que eles até tenham gostado, pra mim ficou um gostinho estranho, pois “não era bem assim que eu me lembrava”… Alguns traços até mesmo meio toscos, umas tramas previsíveis, piadas óbvias, mistérios fajutos… Algo se quebrou. E fiquei imaginando, uma vez que já eram inúmeros os recursos digitais existentes, como seria bom se alguém resolvesse transformar aquele desenho em filme.

E eis que aconteceu!

Em 2008 lançaram o filme Speed Racer (que já vinha sendo desenvolvido desde 1992), contando inclusive com alguns medalhões do cinema! O filme possuía efeitos especiais absurdos e em excesso e, assim como eu me lembrava do desenho, com situações que desafiavam as leis da física. A bilheteria não foi tão boa quanto esperavam (até porque teve que competir com então recém-lançado – e excelente – Homem de Ferro), o público mais novo não se interessou tanto por um “remake” de um desenho dos anos sessenta e a crítica caiu de pau. Como sempre.

E eu lá quis saber disso? Assisti e, sim, gostei muito mesmo do filme. Me trouxe de volta todos aqueles bons sentimentos que eu tinha quando assistia os desenhos lá na minha longínqua infância!

E para não ficarmos só em palavras, eis a cena que eu considero como sendo a melhor do filme. Absurdamente repleta de efeitos especiais, desenho animado, saltos impossíveis, movimentos absurdos, reações exageradas, ou seja, tudo que é de bom para o nosso entretenimento. Para o MEU entretenimento. Ainda que você não tenha visto todo o restante da película, não tem como assistir esses parcos três minutos de filme sem se emocionar com tudo que está acontecendo naquele momento final da corrida…

Outro combate inusitado

Alguém ainda se lembra daquele combate inusitado?

Pois é. Quando a gente pensa que já viu de tudo ainda acaba sendo surpreendido.

Isso porque a ÚLTIMA coisa que eu poderia imaginar seria que o Impala 67 do Dean (de Supernatural) algum dia iria tirar um racha com a Mystery Machine do Fred (de Scooby Doo).

Pra ver como as coisa são… Confiram:

 

Contando farol – parte 3 de 3

Muito bem, crianças: agora é pra valer: mãos à obra!

Não que antes não fosse…

Mas vamos contextualizar um pouco essa história: depois de limpar e pintar os canecos dos faróis, bem como juntar todas as peças que orbitam para sua montagem (em especial uma caixa com parafusos das mais diversas espécies e todos misturados), lá fui eu pra autoelétrica do japonês – também conhecido como Osvaldo – para montar a bagaça toda.

Mais pela lógica que pelo conhecimento, pouco a pouco fui instalando daqui, conectando dali, montando acolá e quando menos esperava o farol esquerdo já estava montado!

Foi bom para eu perceber alguns “erros” que cometi, bem como para determinar uma ordem certa para montar todo o conjunto. Só que nessa brincadeira arrebentei uma das molas que prende a parte de baixo do caneco (cujo nome correto é “Suporte da Célula Óptica do Farol”).

– Japonês! Dá uma olhada… Você não teria uma destas por aí?

– Iiiich… Isso aí você só vai encontrar lá no Centro!

Merda. Não estava nos meus planos ter que me deslocar pro Centro da cidade. Não que seja longe – uns quinze minutinhos no máximo. Só que o que me enche o pacová é o trânsito chato nas ruas estreitas e a dificuldade de estacionar na região em que estão as casas de parafusos e ferragens. Resolvi dar uma olhada em algumas casas de ferragens próximas de onde moro e, já na primeira, o discurso foi o mesmo: só lá no Centro.

Mas o sujeito pensou bem e acabou me dizendo que ele até tinha uma mola ali, com uma pressão compatível com a que eu queria – só que era bem maior. Ou seja, eu precisaria cortar. Também pensei um pouco e resolvi arriscar. Afinal, o “não” eu já tinha… Ainda assim morri com cincão pela mola cujo tamanho dava umas dez da que eu precisava.

Novamente em casa e com muito jeitinho, prendendo a danada na morsa (ou torno de bancada, se preferirem), usando um alicate de bico fino mais uma faca e depois uma chave de fenda grossa para espaçar a mola e ao final serrando na altura que eu precisava – pois ela era por demais resistente para tentar simplesmente usar um alicate de corte – eis que a “cirurgia” deu certo! E, sim, por ser mais larga que a original ela ficou menorzinha no meio, mas o que realmente importa é o seu comprimento total para dar o encaixe e a pressão correta.

Muito bem! De volta à oficina agora vamos começar com um passo a passo que é para que vocês não possam dizer que eu não sou um cara legal e que não ensinei direitinho como é que se monta o jogo de farol do Opala! Nossa primeira imagem é o buraco onde vai o todo o conjunto, ainda sem nada instalado.

A primeira peça a colocar, caso já não esteja fixada, é essa moldura da lataria – cujo nome correto é “reforço” (nomezinho besta). Vão por mim. Colocar ela por último dá um trabalho do cão, pois você fica sem espaço para manusear os parafusos que a prendem. Experiência própria.

Aliás, para que não se enganem: ela é presa apenas com quatro parafusinhos de rosca soberba e cabeça larga. Dois vão em cima, como dá pra se ver no lado esquerdo já instalado.

E outros dois vão embaixo! Caso os parafusos originais tenham desaparecido recomendo veementemente a utilização de arruelas, ok?

Nessa imagem a seguir reparem bem na parte de baixo, onde existe um quadradinho com um risquinho do lado, pois é ali que a mola vai ser encaixada. Os outros dois furos, ao meio dia e às três da tarde, são por onde fixaremos os reguladores.

Esses reguladores não deixam de ser, na sua essência, um simples parafuso com porca. Será necessário desrosqueá-los, pois, na imagem, a parte da esquerda, que é o parafuso, vai presa no caneco, enquanto que a parte da direita, que é a porca, vai POR TRÁS daqueles furos que vimos ainda agorinha.

Vejamos o caneco. Nele existem dois quadradinhos para encaixar os parafusos dos reguladores, bem como um rasguinho para o encaixe da mola. O negócio é já deixar tudo encaixado e firme – em especial a mola.

O próximo passo é o pior de todos, pois você tem que primeiramente com uma mão encaixar a mola e, com muito jeitinho, com a outra mão fazer os parafusos dos reguladores passarem pelos buracos, enquanto que com a outra mão você rosqueia esses parafusos na parte de trás de lataria, sem deixar, é claro, de segurar a parte da frente com a outra mão. Não, não, não – não é necessário chamar ninguém, dá pra fazer sozinho, sim. Mas é um inferno enfiar os dedos pelo vãozinho para conseguir encaixar cada coisa no seu lugar, principalmente se tiverem mãos grandes como as minhas. Sugestão? Chame alguém com mãos pequenas para ajudar nessa parte – um adolescente, uma criança, sei lá. Só não chame a Patroa. Elas nunca mais nos deixariam esquecer que SE NÃO FOSSE POR ELAS não teríamos conseguido…

Enfim uma vez que a mola esteja no lugar e os reguladores estejam firmes, essa é a primeira aparência do farol. E, sim, no meu caso ele está meio de esgueio, mas é por conta do caneco alienígena que comprei, que provavelmente deve ser de um modelo de algum outro ano e o encaixe variou de posição. Mas, como já disse antes, o que eu quero é a parte elétrica funcionando, os ajustes eu faço depois.

Pelo outro lado da lataria essa é a aparência que teremos: os dois reguladores segurando o caneco e a mola muito bem encaixadinha ali embaixo.

E enquanto digito este texto acaba de me ocorrer o óbvio: COMO EU SOU CABAÇO!!!

Porra, eu não teria tido tanto trabalho se tivesse montado direto o caneco e DEPOIS colocado o farol, fixando ele com o aro, como tem que ser! Aliás, quando a gente troca o farol não há necessidade nenhuma de mexer com o suporte ou os reguladores ou a mola ou porcaria nenhuma.

PUTA QUE O LAMERDA, QUE RAIVA!!!

Bão, agora já foi. Melhor pra vocês, que não vão cometer o mesmo erro que o idiota aqui…

Arre! Agora vamos colocar a moldura. Aliás a foto anterior é só um detalhe da mola QUE DEU UM TRABALHO DO SENHOR CARALHO PRA COLOCAR, PORQUE EU SOU UMA BESTA!!!

Calma.

Tá passando.

Onde estávamos? Ah, sim: a moldura.

Sabem o reforço que colocamos logo no início? Reparem bem na parte debaixo dele, pois ali tem um sobressalto que vai funcionar como um encaixe para a moldura.

É nele que vai ficar apoiada a parte inferior da moldura, a qual tem um pininho que vai se amoldar bem nesse encaixe.

Agora reparem na parte de cima, onde existem duas abas com dois buracos bem largos: um na própria lataria do veículo e outro no reforço. É ali que vamos fixar a parte de cima da moldura.

Porra, tá difícil de esquecer…

Por que é que eu faço essas coisas, hein? Custava eu ter desmontado tudo antes? Custava PERGUNTAR pra alguém como fazer. Mas não! O bonitão aqui, taurino, teimoso e turrão tinha que se meter a fazer tudo sozinho! Bem feito. Besta quadrada.

Nossa, como eu suei! Como eu ralei os dedos naquele aperto entre o caneco e a lataria!

E NÃO PRECISAVA DE NADA DISSO!!!

Cacete.

Para.

Respira.

Ah, e essa imagem seguinte é o da presilha que vai prender a moldura, tá bom?

Caso alguém tenha dúvida de como usar a presilha, eis uma fotinha tirada antes de acabar de rosqueá-la. E fica a dica: caso a presilha seja novinha em folha (como a que usei) dê uma rosqueada com o parafuso ANTES de colocá-la no lugar, pra alargar um pouquinho a passagem e ficar mais fácil de ajustá-la.

E agora, uma vez que já está tudo firme e no seu devido lugar, a aparência do Titanic já começou a mudar radicalmente!

E me levou a constatar um outro detalhe. Bem, saibam que mais tarde, quando estiver tudo pronto, eu ainda vou levar o Titanic de volta lá no Seo Zé (não o meu pai, o funileiro) para que ele possa ajustar melhor algumas partes, passar uma tinta aqui ou ali porque riscou, essas coisas. Mas acho que vou aproveitar e pedir para que ele passe, sei lá, um preto fosco em toda a parte interna da frente do carro. Acho que vai ornar mais…

Enfim, apesar dos percalços (e da minha própria idiotice), os faróis estão devidamente instalados. Cada vez mais o Titanic menos parece um carro em reforma e vai voltando à sua aparência original. Agora vamos ver se eu dou um gás no japonês para que possamos terminar logo essa fase. Ao menos enquanto eu ainda tenha uns caraminguás pra poder continuar tocando adiante o nosso Projeto!

Cara… Eu tenho certeza que ainda vou ter pesadelos à noite a cada vez que eu me lembrar da minha cabacice…

Contando farol – parte 2 de 3

Domingo pela manhã, acordo cedo como sempre (maldito relógio biológico!), junto toda aquela minha peçaiada do farol, pois quero “brincar um pouco” com isso antes do compromisso do dia – batizado de meu sobrinho-neto e almoço com a família.

Quando da desmontagem do carro, quem retirou os faróis foi meu pai (na época do início da “funilaria grossa”, Segunda Fase desta nossa aventura), de modo que eu não tenho a menor ideia de como seria montá-los novamente. Como material de referência eu tenho de sobra, fui consultar o Catálogo de Peças e Acessórios da Chevrolet para ter alguma vaga noção de como seria montar essa bagaça.

Fodeu.

Saporra não vai ajudar muita coisa não. Deixa eu dar uma fuçada na Internet pra ver se encontro alguma coisa mais concreta…

É… Já melhorou um bocadinho. Mas ainda não sei a ordem da montagem, nem onde encaixar essa mola e os breguetezinhos que vão encaixados do lado do farol para regulagem. Mas já tá miorando. Vamos fuçar mais um pouquinho.

Hmmm… Agora sim. Algumas partes eu consigo montar aqui, mas o restante vai ser diretamente no carro mesmo.

Bom, mesmo essa “montagem local” precisa de alguns cuidados. O farol do Opala é do tipo selado (Sealead Beam), ou seja, dentro dele já vem o pacote completo: farol baixo, alto e lanterna. A montagem dele em seu suporte não é difícil nem complicada, uma vez que somente existe UMA posição que dá para encaixá-lo.

Então. Aquelas arestas ali devem estar nestes sulcos aqui:

Uma vez encaixado na posição correta, basta sobrepor o aro e fixar o conjunto com pequenos parafusos de rosca soberba.

Na hora da montagem final temos ainda essa cobertura e mais o reforço que vão fazer parte do conjunto completo.

Ainda não tenho nem ideia de como vai acabar essa montagem do farol. Mas isso fica pra amanhã, pois agora tenho um batizado pra ir!

Contando farol – parte 1 de 3

Já há dias (semanas?) eu havia comprado um conjunto de lixas d’água e uma latinha de spray preto fosco para dar um trato naquele “piniquinho” que abriga o farol. Do par que estava instalado, um deles estava muito detonado, bastante carcomido de ferrugem, de modo que fuçando daqui e dali acabei descobrindo um caboclo que tinha um pra vender – e que, mesmo assim, também já não estava lá 100%. Ainda assim estava melhor que o meu. E morri com quarenta contos.

Mas valeu por conhecer o sujeito, que, inclusive, está restaurando um SS amarelo – 76, se não me engano. Gente finíssima!

Como finalmente encontrei um tempinho pra mim neste último sábado, resolvi que era chegada a hora. O primeiro passo, como sempre, seria limpar, lavar e desobstruir anos de acúmulo de sujeira – tanto enquanto as peças estavam instaladas, como também depois, quando ficaram guardadas. E dá-lhe escova, bucha, muita água e sabão! E depois toca tudo pro sol, que estava de rachar coquinho, que é pra secar bem seco…

Aliás, vamos combinar: o que o poder do Bombril não faz, hein? Pela foto pode até não parecer, mas os aros ficaram brilhando como novos!

O passo seguinte, com as peças já limpas e devidamente lixadas seria o da pintura. Como já tive alguma experiência com isso – ainda que fosse na minha longínqua adolescência – foi legal matar a saudade. Tudo bem que na época eu desmontava e pintava bicicletas com pistola e compressor, raramente usando de latas de spray. Mas descobri que a gente nunca perde o jeitinho não… Como sei do desastre que sou para sujar as mãos e do desastre maior ainda que é o trabalho para limpá-las, nada como uma boa luva cirúrgica para proteção. O fato de ter deixado as peças no sol também ajudou, pois com elas estando quentes a fixação da tinta se dá de uma maneira mais rápida e melhor.

Enfim, o resultado final, penduradas na escada para secar. A do fundo é a original, que está praticamente intacta; já na que está em primeiro plano é possível perceber os furos de corrosão, mas que ainda assim não afetarão sua instalação.

Bem, como nas instruções do spray (sim, eu sou um dos 7 sujeitos no Estado de São Paulo que realmente lê as instruções dos produtos) estava escrito que levaria 15 minutos para secar, uma hora para poder manusear e 24 horas para de fato fixar, fica pra amanhã a montagem…

Até porque saporra dessas luvas deixaram minhas mãos completamente encharcadas de suor!