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2007

Arquivo Anual

Mais links *

27 dez 2007 | Guardado em: Dicas |

Dei uma incrementada boa na seção Peças e Acessórios aí do lado. Muitos links obtidos diretamente nas páginas do Orkut, o que nos remete a um agradecimento direto ao João Araújo – valeu, cara! Destaque para a Jocar, onde futuramente vou conseguir as calhas, já que as minhas encontram-se destroçadas. Ainda não me convenci a comprar os retrovisores originais (ou no estilo deles), pois ainda os acho MUITO caros. A CM Racing tem boas dicas sobre a utilização do álcool e do gás nos carros, fora seu forte – que é o sistema de ignição. Já no Giba escapamentos o que mais me chamou a atenção foi a construção e apresentação do site – numa escala de 0 a 10, leva 11!

* Esse post é meio “atemporal” na nossa cronologia…

Menos um opaleiro…

19 dez 2007 | Guardado em: O Projeto |

Luto.

Hoje não temos piadas, nem gracejos e nem reformas.

Faleceu o vice-prefeito de Jacareí, SP, o engenheiro Davi Lino. Tudo o que eu poderia dizer acerca desse fato já o fiz diretamente na minha página principal do site – o Legal – como podem conferir bem aqui.

Mas, neste espaço, entendo que é cabível, senão necessário, falar de uma outra faceta desse caboclo: o de apaixonado por Opalas.

Não que ele tivesse um (pelo menos atualmente), mas era um admirador desse tipo de carro.

Como sei?

Através de um episódio acontecido lá no estacionamento da Prefeitura, já há muitos meses.

Não fazia muito tempo que eu havia comprado o meu Opala, mas já tinha começado a “depená-lo”. Na verdade ele estava somente com o banco do motorista e mais nada. Todo o resto eu já havia tirado: outros bancos, carpete, tapetes, painéis, laterais, etc. Só deixei os tapetes de borracha para encobrir os buracos. No mais, o assoalho encontrava-se na pura lata. Pelo menos nas partes onde não haviam furos…

Eu estava usando o carro em função das chuvas (meu outro veículo é uma moto) e essa desventura pode ser lida com calma bem aqui.

Mas voltemos à história. Já era tarde – umas nove horas – e este velho guerreiro, cansado, abatido, depois de um cansativo dia de trabalho, estava saindo com seu carro do estacionamento da Prefeitura. Em frente à garagem privativa do Prefeito, lá estava o Davi, conversando com já não me lembro mais quem. Liguei o carro, manobrei, e estava me dirigindo à saída, quando o Davi veio caminhando devagar para meu lado fazendo sinal para diminuir a velocidade, para ir parando.

“Cacete!” – pensei eu. “Já discuti com ele o dia inteiro, o que será que vem agora? Sobre qual licitação ou contrato ele ainda vai querer discutir aqui na saída? Será que esse cara não pára NUNCA de trabalhar?”

– Fala, Davi!

– Bichão, hein?

– Cuméquié?

– O Opalão. Quatro ou seis canecos?

– Quatro…

– Maquinão. Sempre gostei muito desse carro.

– É, mas esse ainda tá bem baleado – e levantei um dos tapetes de borracha para que ele visse os furos do assoalho.

– Que nada! Isso aí é só pra circular o ar! O que interessa é que o carro tá bem, tá andando!

Despedimo-nos e fui embora com uma interrogação na cabeça do tamanho de uma semana. Era tão difícil quanto raro ver aquele sujeito sendo simpático com alguém. Isso deixou uma boa impressão em mim. “Ele não pode ser tão ruim assim”, pensei eu.

Com o passar dos meses vim a conhecê-lo melhor e até mesmo admirar sua energia, sua postura, sua constante preocupação com o bem-estar do Município. Preocupação esta tão grande, tão intensa, que lhe custou a própria vida.

O mundo dos Opalas perde um de seus admiradores.

Adeus Davi.

Novos links

30 nov 2007 | Guardado em: Dicas |

Uma rapidinha: novos links aí do lado.

Em Outros Opaleiros alguns clubes foram acrescentados, e em Peças e Acessórios temos agora o interessante Tunneo Hot. Como sou louco por um volante de SS original, acho que com esse pessoal vou conseguir (futuramente) resolver meu “problema”…

De resto, minha ausência forçada diz respeito ao meu trabalho – sempre ele – mas de algum lugar precisa vir o dinheirinho para a reforma da barca, não é? Não lembro se já comentei por aqui, mas trabalho na Prefeitura de Jacareí (cidade aqui do lado de São José dos Campos, em SP), justamente na área de licitações e contratos. E fim de ano, com fechamento do orçamento e tudo o mais, isso costuma ser um verdadeiro INFERNO! Mas – ora vejam – minhas férias se aproximam! Teremos dias e dias para “brincar” com o nosso Opala… 😀

Preparando uma biblioteca

22 nov 2007 | Guardado em: Referências |

É lógico que não dá pra ficar só no feeling quando vai se mexer em algo que não se conhece profundamente. O simples fato de desmontar algo e montar de novo, por mais que se tenha feito tudo exatamente igual, ainda assim não garante que vá funcionar…

Então, para que não se dependa única e exclusivamente dos “técnicos alheios” (quer sejam mecânicos, engenheiros, palpiteiros, etc), há que se ter em casa uma boa literatura.

Desse modo temos uma nova seção aí do lado: a “janelinha” Jogado no Assoalho. Nesse novo cantinho vou deixar alguns livros, manuais, artigos de revistas e o que quer mais que me venha à mão e que possa ser útil para outros opaleiros de plantão. Aliás, aceito contribuições, tanto para aumentar minha biblioteca particular quanto para compartilhar com quaisquer outros interessados!

Por enquanto ficam aí três arquivos. O Manual do Proprietário referentes aos anos de 1974, 1978 e 1992 – que trazem três configurações totalmente distintas de Opalas, conforme se deu sua modernização.

Trabalho em família (sempre)

06 nov 2007 | Guardado em: O Projeto |

Pois bem, como já cansei de dizer, em casa certamente o ritmo seria outro. Juro que estou tentando me programar melhor para que consiga superar as “adversidades” e não deixar que o Opalão vire um mero ferro-velho na garagem.

Dica importantíssima: não deixar de, pelo menos uma vez por semana, ligar o motor do carro. O óleo deve circular, as peças precisam se manter em movimento. É lógico que essa dica só vale se você estiver com o motor do carro instalado…

Só lamento que nessa sequência eu literalmente esqueci de tirar fotos dos filhotes. É que quando comecei a mexer com o carro, logo pela manhã, o filhote mais velho quis vir ajudar. Coloquei-o para lixar uma parte do carro. Nesse meio tempo a Dona Patroa saiu para algumas comprinhas básicas. E eis que o filhote do meio também quis vir ajudar. Coloquei-o para lixar uma outra parte do carro. E sozinho lá em cima o caçula não iria ficar. E quis vir ajudar. E coloquei-o para lixar ainda uma outra parte do carro…

Heh… Ainda vou ser acusado por exploração de trabalho infantil…

Mas nada NO MUNDO poderia pagar a carinha de felicidade deles porque podiam estar ali “ajudando o papai”.

E, também, nada NO MUNDO poderia retratar a cara de incredulidade da Dona Patroa quando voltou das compras e encontrou toda a tropinha de elite encardida até o último fio de cabelo…

Só não levei bronca porque, independentemente de qualquer coisa (e da sujeira reinante), foi uma atividade bastante salutar.

Mas, desse verdadeiro trabalho em família restou o seguinte resultado:

A lateral esquerda, sob o pára-lamas foi concluída. Só ficou de fora o miolinho ali onde vai a roda, pois, além do difícil acesso, não há necessidade específica, pois ali nada foi feito a título de reconstituição.

Tão vendo? É esse o “miolinho” ao qual eu me referia…

Me concentrei em toda a parte interna, que foi completamente preparada, raspada, lixada, etc.

E eis o “avesso” do farol, também já com todo o fundo necessário…

Dois meses depois…

02 nov 2007 | Guardado em: O Projeto |

Exatos dois meses depois das últimas notícias reformísticas (como podem ver aqui), eis que – FINALMENTE – começamos a retomar nossas atividades. Por todas as razões já explicadas não creio que venhamos a ter o mesmo “ritmo” de antes, mas, bem, vamos indo…

Já no reduto – também conhecido como “minha garagem” (a qual, diga-se de passagem, tá precisando de uma boa pintura) – eis o carro todo montado, após a travessia da cidade sem nenhum percalço.

Lembram-se que foi preciso “encolher” os pára-lamas? Por essa foto dá pra ficar bem claro que o alinhamento está pra lá de perfeito…

Aqui o detalhe do pára-lama direito, com o mínimo de massa – só o suficiente para encobrir a solda que foi feita.

Mesma medida adotada com o pára-lama esquerdo. Lembro (dolorosamente) que ainda será necessário escovar e lixar a parte interna do bichinho, ali onde vai a parte do pisca-pisca.

A lateral destruída pelos Klingons já não apresenta maiores percalços…

E uma “de riba” (de cima), também ressaltando o alinhamento do porta-malas e o cuidado com toda a volta da parte onde vai o vidro traseiro.

O curioso é que a impressão que fica é que com o carro estando em casa seria mais fácil e mais rápido dar continuidade à reforma. Ledo engano. Com os horários malucos de trabalho que tenho nem sempre chego com disposição o suficiente para “atacar” o danado. Enquanto estava na casa de meu pai, até por uma questão moral (também chamado de vergonha na cara) , era imprescindível minha presença lá.

Já agora tenho que procurar dar o máximo de mim para não desandar a reforma…

Mas eu me mordo de ciúmes…

30 out 2007 | Guardado em: O Projeto |

Tem um motivo muito básico para meu atraso nas novas investidas reformísticas do Opala. E não estou falando só da falta de tempo.

Ciúmes.

Exato.

De quem com relação a quê?

Da Dona Patroa, é lógico. O mantra usualmente alardeado por ela é algo do tipo: “Você só pensa nesse carro, fica o tempo todo mexendo nele!”

Quem dentre vocês opaleiros nunca passou por isso que atire a primeira gravatinha da Chevrolet.

O segredo para resolver isso? Paciência. Amor. Paciência. Carinho. Paciência. Diálogo, muito diálogo. Paciência. Um tanto de persuasão. E, sobretudo, paciência.

Acho que jamais contarei com o total apoio dela (pelo menos não enquanto o carro não estiver pronto), mas pelo menos ela já não se posiciona mais contra.

Ainda bem que tenho três aliados nessa empreitada: meus filhotes, de três, cinco e oito anos. Eles não vêem a hora em que o “carro do papai” vai ficar pronto.

Assim como eu, diga-se de passagem…

Desse modo, neste final de semana voltaremos à ativa!

Contando causos

16 out 2007 | Guardado em: Referências |

SIM, eu sei que ando ausente. NÃO, eu não estou enrolando vocês. Até porque não teria sentido montar um blog desses somente para “passar a conversa” nos leitores, certo? Não ganho absolutamente nada com isso.

O negócio é que TODOS OS DIAS quando entro na minha garagem e vejo o pobre do Opala ali, me esperando, e me dá uma pontada doída no coração. E o tempo passa mais depressa do que imaginamos, pois já estamos em meados de outubro, ou seja, já tem quase dois meses que voltamos para casa e ainda não fiz NADA no coitado…

Bem, paciência. Eu sabia desde o início que não era só questão de dinheiro (o que não tenho) mas também de tempo (que tenho menos ainda que dinheiro).

Mas, no máximo, no início de novembro eu consigo retomar minhas atividades opalísticas.

Enquanto isso, senta que lá vem história

Coloquei aí do lado, na seção Porta-Malas, o texto denominado Opel – As origens do Opala, copiado descaradamente da revista Opala & Cia nº 1. Enquanto aguardam os próximos capítulos da saga do Projeto 676, deliciem-se com esse texto histórico, reparando no porquê dos nomes dados aos veículos à época e sua similaridade com os daqui do Brasil.

Orçamento do Opala

02 out 2007 | Guardado em: Burrocracia |

Até agora: R$4.669,89

DATA CATEGORIA ITEM VALOR
17/01/07 Opala 1979 3.000,00
22/01/07 Peças Bomba de Combustível 62,16
23/01/07 Peças Jogo de velas 30,00
27/01/07 Peças Fusíveis 1,00
27/01/07 Mat. Consumo Estopas 11,00
27/01/07 Peças Dois jogos completos de fusíveis 5,00
31/01/07 Peças Avanço 41,57
31/01/07 Peças Condensador 4,00
31/01/07 Peças Tampa do distribuidor 8,76
31/01/07 Peças Rotor 5,73
03/02/07 Peças Parafusos para a tampa do distribuidor 0,25
25/02/07 Peças Usadas Banco – lado do motorista 40,00
25/02/07 Peças Usadas Conjunto de espelho e retrovisor + par de quebra-sol 30,00
27/03/07 Peças Cilindro de ignição com chaves 23,90
27/03/07 Peças Chave direcional GM (chave de seta) 59,30
27/03/07 Peças Relampejador preto (alavanca de seta) 14,30
27/03/07 Peças Caixa de fusíveis 9 polos 19,90
27/03/07 Peças Usadas Pneu para o estepe 40,00
03/04/07 Mão-de-Obra Conserto do conjunto de seta (auto-elétrica do Paulinho) 35,00
03/04/07 Peças Pára-choque traseiro 54,72
03/04/07 Peças Suportes do pára-choque traseiro 33,00
03/04/07 Peças + MDO Válvula do estepe 5,00
11/04/07 Mão-de-Obra Troca de caixa de fusíveis, revisão das lanternas, etc (auto-elétrica do Paulinho 40,00
09/05/07 Peças Interruptores de porta 3,80
09/05/07 Peças Caixa de estepe 45,00
09/05/07 Peças Usadas Caixa de ar 30,00
09/05/07 Peças Usadas Máquina do vidro traseiro – LE 20,00
16/05/07 Peças Remendo Lateral Traseiro LD 13,00
16/05/07 Peças Remendo Lateral Traseiro LE 13,00
02/06/07 Mat. Consumo Lixas P-60 7,00
07/07/07 Mat. Consumo Lixas P-60 (10 folhas) 15,00
10/07/07 Mat. Consumo Varetas de solda fina e grossa (1/2kg de cada) 6,00
14/07/07 Mat. Consumo Lixas circulares (2 folhas) 4,00
01/09/07 Mat. Consumo Tinta de fundo, 5 lixas 50, 5 lixas 60, pincel 28,50
02/09/07 Mat. Consumo 5kg de varetas de solda, aluguel de vários tubos de oxigênio e de acetileno reembolso ao Seu Bento) 920,00

Última atualização em 02/10/2007

Colocando na ponta do lápis

02 out 2007 | Guardado em: Burrocracia |

Sim, eu sei que tenho andado meio sumido, mas – como sempre – meu trabalho tem exigido muito de mim. E a tendência é só piorar…

Como tenho chegado em casa bem tarde acaba ficando difícil ter ânimo para entrar no esquema de trabalho pesado eu vou sempre deixando “para o dia seguinte”. Mas, sou taurino, teimoso, turrão, brasileiro E NÃO DESISTO NUNCA!!!

😀

Assim, enquanto não voltamos completamente à ativa e como uma burocraciazinha básica sempre é necessária, resolvi dar uma acertada num lado em que não temos falado muito por aqui. Ou melhor, NADA. Quanto está saindo essa brincadeira?

Afinal, tudo na vida tem limites. Inclusive o cheque especial…

Procurando não deixar nada de fora montei uma planilhazinha para computar todos os meus gastos com o Opala e – ressalvados itens como combustível, óleo e afins – fui colocando absolutamente tudo que já paguei nessa reforma. Por enquanto temos as categorias Peças, Peças Usadas, Mão-de-Obra, Peças + Mão-de-Obra e Material de Consumo. Nesse último item entram aqueles gastos até bestas mas que, se somados, podem ter um valor significativo no final. Coisas como estopas, lixas, tinta, etc.

Pois bem, montei a tal da planilha no BrOffice.Calc (não trabalhamos com Micro$oft) e usando um editorzinho básico de HTML (Kompozer) montei uma página que irei atualizando conforme se dêem os novos gastos.

Essa página com o orçamento está bem aí do lado na “janelinha” Quanto gastei? sob o título Orçamento do Opala.

E, doravante, vamos somando. Só quero ver onde é que vai parar esse valor…

Para os mecânicos de fim-de-semana (como eu)

15 set 2007 | Guardado em: Dicas |

Fuçando na Internet para pegar algumas definições me deparei com um link bastante interessante. Não sei de onde o caboclo puxou boa parte das informações (principalmente aquelas constantes nas “imagens explodidas”), mas – apesar de alguns errinhos básicos de português – dá pra se divertir (e aprender) bastante com o site. Trata-se da Bíblia do Carro, conforme descrito pelos autores:

O portal Oficina e Cia juntamente com o Carro e Cia, tem o prazer de apresentar mais um site voltado a você, que é apaixonado por automóvel. “Biblia do Carro” é o endereço onde você encontrará o livro eletrônico “Como Funciona”, o mais completo guia sobre automóvel já disponibilizado na Internet! “.

Independente do modelo e da marca do automóvel, “Como Funciona”, explica os princípios do funcionamento do automóvel de uma forma simples e objetiva.

Para compreender facilmente a mecânica de um automóvel, o escritor de “Como Funciona”, dividiu o automóvel em sete grupos: Motor, Transmissão, Freios, Sistema Elétrico, Direção, Suspensão e Carroceria.

Mais tabelas para a coleção

10 set 2007 | Guardado em: Dicas |

Roda do SS 72 do Shibunga

Bem, como já disse mais de uma vez – e para que não restem dúvidas – minha intenção não é necessariamente uma restauração, mas sim uma reforma do carro.

Não pretendo alterar (muito) suas características básicas, mas há que se ter algum conforto bem como melhorar sua estética de acordo com os conceitos de beleza que tenho em mente. Por exemplo: sou fã incondicional da linha SS dos Opalas, e, ainda que este não seja necessariamente um representante original da categoria, por que não deixá-lo no mesmo estilo?

E uma das coisas que tem um quê de maravilhoso no SS é o desenho de suas rodas. Sei que existem variações e muitas sequer vieram de fábrica, mas no devido tempo é uma das coisas que pretendo trocar.

Com receio de que pudesse haver algum “equívoco” quando dessa futura troca, desde já tenho tentado me prevenir estudando um pouco sobre o assunto. Dessa forma encontrei uma tabela bem bacaninha, a qual disponibilizei no Porta-Malas aí do lado para futura referência. Trata-se de uma tabela de furação de roda, que pode vir a ser bastante útil tanto para mim quanto para os demais aficcionados…

De volta ao reduto

02 set 2007 | Guardado em: O Projeto |

Ainda que com uma semana de atraso eu e meu pai montamos a “Operação Volta pra Casa”.

Há que se lembrar que o carro está totalmente “depenado”. Além da própria lataria, permanece o motor, rodas, suspensão, freios e – quando muito – o banco do motorista. Nada de vidros, faróis, lanternas, setas, estofamento, nada vezes nada.

Ou seja, o “correto” seria rebocar o carro até em casa (que fica exatamente do outro lado da cidade). Mas chegamos à conclusão que o carro poderia ir por si próprio, afinal de contas está com o motor funcionando perfeitamente.

Resolvemos o seguinte: ele iria com seu carro (uma boa e velha e conservadíssima Variant 74) exatamente à minha frente e carregando uma corda. Caso algum policial nos parasse no meio do caminho, aguentaríamos a bronca e simplesmente amarraríamos um carro no outro até chegar em casa.

Com essa combinação saímos da casa de meu pai, na zona norte da cidade, lá pelas sete da manhã – horário escolhido por ter pouquíssimo movimento nas ruas numa manhã de domingo. E dali nos dirigimos até em casa, na zona sul.

Mais ou menos no meio do caminho tem uma bela duma reta, conhecida como Avenida do Vidoca (sendo esse Vidoca um ribeirão poluído que corta aquele trecho). Com um certo aperto no coração, quando chegamos nesse trecho, a cerca de 60km/h, resolvi largar a direção para “checar” o alinhamento do carro.

Afinal, depois de tanta solda (aproximadamente 5kg só de varetas – fora os vários tubos de oxigênio e acetileno), achei impossível que restasse alguma coisa certa no carro.

SURPRESA, SURPRESA!!!

O carro seguiu em perfeita linha reta. Direitinho. Nem um pouco à esquerda ou à direita.

Fiquei total e completamente pasmo!!!

Aliás, apesar do vento que me fustigava a face (estávamos sem o pára-brisa, lembram?), acho que foi a primeira vez que andei com o carro de uma forma tão silenciosa. Não tinha absolutamente nada batendo ou chacoalhando, como de praxe.

Com uma ponta de orgulho pelo trabalho extremamente bem feito (pelo meu pai), garanto que meu coração ficou bem mais leve e animado para dar continuidade à reforma…

Basta, agora, conciliar meus horários malucos do trabalho com a disponibilidade para minhas tarefas na lataria do carro.

Despedindo-se da oficina do Seu Bento

19 ago 2007 | Guardado em: O Projeto |

Estas são as últimas cenas na oficina do Seu Bento. No próximo final de semana devo levar o carro para dar continuidade aos serviços em casa mesmo. Toda a parte de solda está concluída e agora ele passou a apenas ocupar espaço (e que espaço!) no fundo da casa de meu pai.

Como fiel escudeiro a quem compete dar um trato nas partes que foram soldadas, eis aqui a lateral esquerda do carro com o fundo devidamente aplicado. Ainda tem alguns pontos ali, bem próximo à roda, referente à solda elétrica que foi feita, mas esses vou deixar para depois.

A quina do pára-lama, bem na frente do carro, ainda vai precisar de um bom trato (como se todo o resto dele não precisasse…), mas por enquanto tenho me concentrado somente nos pontos que foram efetivamente soldados.

O pára-lama esquerdo já recebeu sua dose de fundo em toda a parte externa.

Mas, como se percebe, a parte interna ainda vai precisar de um bom trabalho. Como nem a faca, nem a mão, nem a lixa chegam lá, meu pai me emprestou uma escovinha de aço para ser acoplada na ponta da furadeira, o que vai permitir dar uma limpada categórica em toda essa ferrugem…

Uma leve massa para acompanhar…

18 ago 2007 | Guardado em: O Projeto |

Praticamente vinte dias se passaram desde as últimas notícias, mas é que as coisas têm sido meio devagar mesmo. O trabalho tem me consumido quase que totalmente, pois cuido da área de licitações em uma administração municipal – e só tem aparecido enroscos de grosso calibre ultimamente.

Nesse meio tempo tem ficado a cargo do Seu Bento (vulgo meu pai) o trato na barca…

Com a quase totalidade de soldas concluídas, resta agora dar início à “sintonia fina”. Ou seja, é a aplicação (novamente) de massa nos pontos deformados. Entretanto nada daquelas camadas de mais de um centímetro, como estava antes. A coisa agora já começa a ter contornos de uma verdadeira cirurgia plástica

Toda a lateral direita e parte dos vidros que também foram “vítimas” de solda tiveram sua cota de massa.

E aqui, a lateral esquerda, donde praticamente não se percebe mais os efeitos do ataque klingon sofrido pela nave…

Carro de prata II – a outra metade

28 jul 2007 | Guardado em: O Projeto |

É LÓGICO que não iríamos deixar somente a metade da traseira do carro pronta, certo?

Então, com todo o esmero que despendi na primeira metade, eis que também dei o mesmo “trato” na segunda metade (meio lógico isso, não – será que haveria uma terceira metade?)…

Como já disse antes, fica bonito que dá gosto!

Mas, como a intenção final é realmente pintar o carro, o fundo há que ser dado. E o foi, como podem ver acima. Mas não se iludam, pois ainda resta toda a parte interna para trabalhar, raspar, lixar e pintar!

No tocante à “redução” do pára-lamas, as fotos de ontem ficaram meio escuras, mas essa dá pra mostrar toda a extensão da coisa. Garanto-lhes que a precisão foi cirúrgica.

E precisamos nos lembrar que a lataria envolve mais que o corpo principal do carro, pois as portas também demandam cuidados. Cada pedaço de chapa foi recortado, moldado, adaptado e soldado no seu devido lugar.

Carro de prata

21 jul 2007 | Guardado em: O Projeto |

Mesmo o frio que tem reinado não impede este humilde escriba de (tentar) cumprir suas obrigações opalísticas – ainda que semanalmente. Nessa reforma toda que temos feito, começo a vislumbrar uma luz no fim do túnel, e, espero sinceramente, que não seja um trem na contramão…

Apesar de todo cuidado que tomamos com as soldas, tendo havido inclusive uma “deformação” no comprimento do carro (conforme já havia dito aqui), ao recolocarmos os pára-lamas percebemos que havia algo de errado no Reino da Dinamarca. Eles simplesmente não encaixavam mais! Conclusão óbvia: com a quantidade de soldas e de “calor” na lataria do carro, principalmente na parte de seu “peito” (aquele pedaço ali, onde motorista e passageiro descansam os pés) houve uma retração de toda a lataria da parte dianteira. Poderíamos novamente recortar e reposicionar a lataria, mas – pasmem – a retração foi perfeitamente homogênea! “Encolheu” exatamente 0,5cm (meio centímetro) em ambos os lados. Que fazer? Que se adapte o pára-lamas, ora!

Desse modo ambos os pára-lamas foram “encolhidos” em meio centímetro. Garanto que as medidas foram exatas, tendo meu pai, vulgo Seu Bento, perdido um dia inteiro tirando todas as medidas possíveis e imagináveis para poder atestar a perfeição do alinhamento do veículo.

Eis o pára-lama direito, também submetido à cirurgia de diminuição. Lá na primeira foto deste post dá pra perceber que o alinhamento ficou perfeito.

Mas voltemos à nossa eterna traseira! Confesso que me empolguei um pouco na limpeza e preparação, deixando essa ponta com a carinha do DeLorean do professor Doc Brown no filme “De volta ao futuro”…

Tá certo que se fosse possível ter um carro com uma lataria assim, brilhando o tempo todo, seria um negócio bem bacana. Tá, brega, talvez. Até mesmo meio aviadado. Mas, mesmo assim, bem bacana… Porém, provavelmente seríamos impedidos de dirigir por atrapalhar a visibilidade de outros motoristas. Coisa do brilho contra o Sol, questões assim… Pois é, deixemos essa questão de ostentação aos verdadeiramente endinheirados sheiks árabes e seus “carros de prata” (na verdade, polidos).

Mas voltemos à nossa dura realidade de carros reformados em fundos de quintais… Se me perguntarem o porquê fiz quase que exatamente a metade da traseira ao invés de ela inteira, a resposta é simples: não sei! Deu vontade, sei lá…

Entretanto a pintura foi cumprida à risca! E com o metal bem preparado, que delícia é fazer isso!

Eis mais uma foto, quase que no mesmo ângulo daquela lá de cima. Mesmo que não dê pra perceber muito bem as imperfeições (já era noite, afinal de contas) elas existem e serão devidamente consertadas com massa. Mas uma quantidade substancialmente menor e mais racional dessa vez…

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