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2008

Arquivo Anual

Ano Novo, Vida Nova

31 dez 2008 | Guardado em: Titanic II |

Pois bem, fugindo às minhas próprias regras, eis que decidi quebrar o protocolo e passar “voando” pelo mês inteiro de dezembro. Deixarei de lado os causos de quarta, as fotos de sexta e mais uma ou outra dica que havia agendado.

Até porque a mera existência de regras implica exatamente na possibilidade de que sejam quebradas…

Pois vamos lá.

16 / DEZ / 2008

Passados cerca de 20 dias, ontem à noite começou tudo a falhar de novo.

Tá parecendo a Enterprise que, a cada episódio, corria o risco do reator explodir. Isso também acontecia muito em Viagem ao Fundo do Mar.

Como não tenho nenhum Doutor Spok ou Almirante Nelson para resolver o problema, creio que terei que me virar sozinho mesmo.

E a idéia da imediata troca de motores fica cada vez mais nítida em  minha cabeça…

17 / DEZ / 2008

Ontem, logo pela manhã, limpei e novamente lixei de leve o contato de todas as velas.

Nada.

O carro continuou falhando.

E feio.

Pelo forte cheiro de gasolina, comecei a suspeitar de um possível carburador entupido…

Fui trabalhar com o carro da Dona Patroa (boa desculpa para poder sair mais cedo do serviço) e, à noite, após um rompante de água vindo dos céus capaz de afogar até Noé, fui dar uma fuçada no carburador.

Desmontei, limpei, passei ar.

Nada.

Falhando.

Definitivamente preciso decidir o que fazer. Se invisto em mais uma sessão mecânico ou se parto de uma vez por todas para a troca de motores.

E, nesse meio tempo, trabalho, trabalho, trabalho…

17 / DEZ / 2008

Hoje pela manhã fui naquele mecânico (será que já falei dele?) perto de casa e que só trabalha com Opalas.

Na prática fui perguntar quanto que sairia trocar a mecânica dos Opalas – ou melhor, colocar o do 79 no Titanic II e deixar o do Titanic II de escanteio até que eu possa realizar um trabalho completo nele (o chamado “fazer o motor”).

Oitocentos merréis. Cada.

Até que tá bom, pois eu estava esperando algo pra lá de dois contos!

Além de quê, esse mês tem décimo-terceiro… 😀

Entretanto como a oficina está cheia (e ele quer tirar pelo menos uma semana de descanso), combinamos que logo na primeira semana de janeiro eu levarei os carros até lá (preciso dar carga na bateria do 79). Desse modo deixarei o Titanic II com o motor de quatro cilindros do 79 e providenciarei o acerto na documentação. Já o motor de seis cilindros deixarei em banho-maria até que o restante da funilaria e pintura do 79 estejam prontos.

Nesse meio tempo tentarei deixar os bichinhos bem quietinhos na garagem…

28 / DEZ / 2008

Há dias o Titanic II está parado na garagem. Resolvi dar uma de valente.

Não necessariamente inteligente.

Mas valente.

Coloquei o carro para fora, apesar de o motor estar falhando e soltando mais fumaça que o fumacê para matar pernilongos em beira de córregos (e isso, definitivamente, não é um bom sinal).

Liguei. Acelerei. Começou a ter uma certa constância no barulho. Acelerei mais ainda. Começou a ficar mais suave. Será que era apenas algum pequeno entupimento no carburador? Acelerei no limite. Até os muros de casa tremeram.

E então fudeu.

CRÁ-QUE-TÁ-CRÁ-CRÁ-CRÁ-CRÉC-CRÁ-TÁ-TÁ-TÁ!!!!!

Foi mais ou menos esse o barulho.

Parei de acelerar e o barulho também parou. Motor ronronando. Desliguei e fui ver o tamanho do estrago.

A polia saiu!!!

Correia de um lado, retentor de outro, polia enroscando na hélice – que, por sinal, já estava meio arrebentada depois das desventuras com o radiador.

Com a polia fora do lugar isso implica em que não haverá refrigeração da água do radiador, pois a hélice parou de girar, bem como a bateria não carrega mais, pois o alternador ficou desconectado.

Desisto.

Vou para o “Plano B”.

31 / DEZ / 2008

Hoje.

Finalmente acertei o relógio atômico deste pseudo site/blog com o resto do planeta (ainda que à força).

Já conversei com o Marino, o mecânico de Opalas perto de casa. Coisa de um quilômetro. O caboclo tem quatro (eu disse quatro) Opalas. Dentre eles um branco de 1970 que é um primor. Fora o turbinado.

Facilmente levei o Titanic II até a oficina. Sendo próxima de casa não tinha perigo de superaquecimento. Já o 79 demandou de muitas manobras para tirá-lo da garagem no muque, pois a bateria estava arriada e, ainda que na base da chupeta, não queria pegar.

Dona Patroa ajudou.

Nem um pouco feliz, diga-se de passagem.

Com ele do lado de fora o Marino veio com uma bateria avulsa para “partida rápida”. Fizemos o bichinho funcionar e ele pilotou o bólido até a própria oficina – enquanto eu o seguia com o Corsinha da Dona Patroa.

– Esse motorzinho tá bom, hein?

Ufa. Pelo menos isso.

O combinado: tirar o motor de seis cilindros do Titanic II e substituir pelo quatro cilindros do 79, bem como toda a mecânica necessária. Esse motor vai ficar na garagem de casa aguardando o final da funilaria do 79. Após, com o carro devidamente pintado, aí sim esse motor será desmontado, consertado e reconstruído com tudo que for necessário.

Previsão de entrega: lá pro final de janeiro.

Uma vez entregue, providenciarei a atualização dos documentos do Titanic II (com o novo motor) e simplesmente passar-lo-ei nos cobres. Será sumariamente colocado à venda. Não preciso de DOIS Opalas, ma sim de apenas um: o primeiro, aquele que já tem história, que eu e meu pai desmontamos e soldamos de cabo a rabo. Ou seja, o 79.

Nesse meio tempo, com a Dona Patroa de férias, poderei usar o Corsinha para o trabalho.

Aliás, falando em trabalho, definitivamente, ano novo, vida nova! Para quem sequer tinha certeza se estaria trabalhando agora em janeiro, não só estarei, como fui escolhido para realização de novos desafios, audaciosamente indo onde nenhum advogado jamais esteve…

E, com isso, meu tempo livre, sempre o tempo, sempre escasso, será reduzido a apenas alguns grãos de areia da ampulheta. Ou seja, dentro do impossível serei obrigado a fazer como todos os demais mortais, deixando de brincar com meu kit Revell tamanho natural e delegando os serviços de reforma a profissionais muito mais competentes do que eu.

Mas ainda assim creio que será divertido.

Fotos não faltarão e o andamento será bem mais rápido do que o que se arrastou por aqui no último ano. Até porque, em função de tentar manter a integridade do motor (e mesmo para poder dirigir um pouco para cima e para baixo), acabei concentrando meus esforços – e economias – no Titanic II, que sempre foi um acessório, mas nunca o objeto principal.

O ano de 2009 começa em apenas algumas horas e, com ele, já devo também dar início a muitos de meus planos de um modo bem mais focado que de 2008. Mesmo amanhã já terei compromissos de trabalho e na sexta terei que pegar firme no batente.

E a vida continua.

E a todos vocês, meus quase cinco (ou serão seis?) leitores, desejo um ano novo repleto de realizações e muita, mas muita, sorte mesmo em todos seus projetos!

Que o ano vindouro seja melhor que este que se encerra e pior que aquele que o sucederá…

UM FELIZ 2009 A TODOS!!!

E agora vamos tomar uminha que ninguém é de ferro… 😉

Sexta-fotos XXXIX

28 nov 2008 | Guardado em: Fotos de Sexta |

E este é o Opala 79 do virtual amigo “J” (sim, ele prefere ser chamado dessa maneira – mesmo no e-mail).

Já teve o som turbinado de um Fiat Elba 93 – removido em virtude do falecimento desse carro após um selvagem ataque de uma árvore de rua – mas que o alternador original do Opala não deu conta, pediu arrego.

Trata-se de um quatro cilindros, com uns podrinhos perdidos na lataria, uma ligeira goteira no tanque de combustível e, talvez, com motor arriando (babando óleo por todo lado). Mas – experiência própria – quem tiver um Opala, um carro com seus bem mais de 20 anos, e que nunca tenha tido nenhum perrengue, que atire o primeiro motor de seis cilindros (fique fora disso, Supergirl!). Infelizmente são carros muito judiados pela falta de manutenção e descaso de seus donos. Qualquer um que pegue um veículo assim, ressalvadas raríssimas exceções, SEMPRE vai ter algo a fazer.

Mesmo assim, de um modo geral, esse 79 tá bem garboso!

E atenção para os detalhes! Não tem como não perceber o jogo de rodas estrelas de malta – obtidas recentemente a preço irrisório no Mercado Livre (caboclo sortudo) bem como os bancos do Civic 2007. Sobre estes, nas palavras do J: o banco do Civic 2007, além de ser muito bonito, confortável e passar muita segurança, trabalha com o sistema de alavanca e mola para regulagem da inclinação do encosto. Isso lhe confere uma agilidade muito superior ao do Vectra 2007, que ainda usa aquela roldana, tal qual o banco original do Opala – pelo menos o meu era assim. Então, quando você vai dar carona para alguém, com o banco do Civic, você apenas puxa ele para frente, puxa a alavanca e inclina o banco para frente, pois ele inclina mais de 30º para frente. Já o do Vectra você se obriga a puxar o banco, e depois girar a roldana até que haja espaço suficiente para o passageiro entrar.

Bem, por fim, cabe ressaltar que todos os documentos desse carro também estão em dia, ainda que após muita dor de cabeça e algumas situações extremas no que diz respeito aos limites da paciência de um ser humano. Mesmo que o comentário (e este próprio post) sejam um tanto quanto extemporâneos face os últimos acontecimentos, é bom que saibam que o J, recente bacharel e futuro doutor adEvogado de direito jurídico, tem muita sorte em ter um carro de uma tão fina safra quanto foi a de 79…

😉

Segurando as pontas

24 nov 2008 | Guardado em: Titanic II |

Bem, no domingo estive na casa de meu pai e, dentre outras novidades, comentei com ele acerca do maldito sexto cilindro falhando. Perguntei-lhe se haveria alguma probabilidade de dar “um jeitinho” qualquer no carro que não fosse abrir o motor para uma eventual retífica.

Ele simplesmente me disse o que eu já sabia.

Não teria como escapar da malfadada retífica.

Exemplificou com o antigo jipe quatro cilindros que ele tinha (uma hora dessas coloco uma foto dele por aqui), que “pifou” um cilindro e ele ficou um bom tempo andando com três, até que abriu o motor e resolveu o problema.

Aliás, outra coisa que ele disse – e que deveria até ser óbvia para mim – é que eu tomasse cuidado com o nível do óleo, pois se ele estivesse subindo para o pistão isso significaria que o carro estaria “queimando óleo”.

Isso deveria estar claro para mim, né? Afinal de contas se o óleo está subindo e queimando, de algum lugar ele deveria vir. E essa reserva é limitada! Depois desse proseio, ao chegar em casa, fui dar uma checada no nível do óleo. MENOS DE UM LITRO!!! De cara já completei o óleo e, também, a água – que provavelmente baixou um pouco em função desse aquecimento exagerado do motor por falta de óleo suficiente…

No decorrer do dia de hoje fiquei elucubrando mentalmente qual a saída mais rápida e menos onerosa para tentar solucionar o problema. A conclusão que cheguei é que o melhor seria pegar o motor quatro cilindros do 79 e já efetuar a troca e adaptação, deixando o seis cilindros na bancada até que chegasse sua vez de voltar a rodar. Por “sua vez”, entenda-se disponibilidades pecuniárias e financeiras…

Mas, matutando sobre o assunto, lembrei-me da época das motos. Em especial as da Yamaha, motor dois tempos, viviam queimando óleo e num determinado ponto começavam a ficar meio que falhando. Buscando na memória lembrei-me também do óbvio! E, ainda, do que eu fazia na época!

É que o “queimar óleo” significa que, junto com a mistura ar-combustível, uma parcela mínima de óleo também estaria passando para a câmara de compressão, misturando-se à explosão. Ocorrendo isso de modo reiterado uma fina camada de óleo queimado vai se acumulando na ponta das velas, comprometendo assim a centelha e, consequentemente, a explosão.

Ou seja, o negócio seria dar uma limpada nas velas, restabelecendo o contato.

Chegando em casa, à noitinha, retirei todas as velas e, uma por uma, com uma fina lixa d’água, limpei todos seus contatos – sendo que, de fato, a do sexto cilindro estava bem mais “pretejada” que as outras, as quais apresentavam uma saudável cor amarronzada. Ainda assim limpei todas.

De volta ao lugar, saí para um rápido teste pelo quarteirão.

Jóia!

Todos cilindros funcionando como um relógio!

Só não posso descuidar do óleo…

Sexta-fotos XXXVIII

21 nov 2008 | Guardado em: Fotos de Sexta |

Esta é a história de mais um virtual amigo opaleiro que resolveu compartilhar aqui neste nosso espaço seus perrengues para ser dono de um Opala. Começo a perceber que do norte ao sul do país não tem canto onde não haja algum apaixonado por Opalas e que sinta um imensurável orgulho de ter suas desventuras contadas… Fico extremamente feliz de poder ajudar nesse sentido!

Sem mais delongas, seguem as fotos do SS 77, prefaciadas pelas palavras de seu proprietário, o Ricardo, e encaminhadas por e-mail sob o título de “A Saga do SS 77”:

Segue relato do SS 77,

No mês de Maio de 2008 pesquisando no ML achei p/ minha surpresa um SS 77 vendendo aqui em SSA. Quando fui comprar fiquei contagiado pelos detalhes: painel, volante, tampa do tanque. Tudo SS, o que é difícil de achar, e ainda com jantes cromadas de ford taurus.

O então dono me relatou que o carro foi comprado de um senhor e que estava parado numa garagem a + de 5 anos e que o mesmo o possuia a + de 15 anos.

Ele me disse que possuia + 2 opalas e que queria aproveitar só o documento do SS para colocar em um dos opalas e valoriza-lo +.

Quando fechei o negócio e cheguei em casa com a máquina, dona patroa quase me bota pra fora. Mas depois de pronto e muitas dores de cabeça com oficina ele já faz parte da família e faz o maior sucesso nos finais de semana aqui em Salvador.

Ele passou quase 6 meses fazendo serviços de funilaria, pintura e capotaria. Aqui em Salvador não temos o costume de valorizar restaurações, as oficinas preferem serviços rápidos e de lucro fácil. Como eu tenho amigos (as vezes da onça) nessa área, foi menos traumático o serviço. A parte de funilaria foi a que deu mais problema pois passou nas mãos de três chapistas. A pintura foi a mais tranquila. Procurei deixá-lo o mais original possível. Usei a tinta PU bege copacabana, faixas da eldorado de Sta. Catarina, peças (para-choques, retrovisores, borrachas, frisos, emblemas SS e etc.) vindas de São Paulo e R. de Janeiro (Supimpa e Meu Opala), coloquei tbm os farois de milha amarelados como os da época.

Como todo carro antigo ele ainda tem coisas para serem feitas e colocadas, é um trabalho contínuo, por isso que é interessante. Possuo um carro 2008 e não tenho o mesmo prazer que sinto com o SS, é incrível.

Sei que as vezes somos tachados até de loucos mas estamos fazendo um serviço de utilidade pública, conservando essas máquinas maravilhosas e guardando um pedaço da história automobilística nacional. Fico impressionado com a quantidade de jovens e adolescentes que se encantam com o SS quando passo com ele nas ruas.

(…)

Tenho projetos futuros para aquisição de um Maverick GT e um Dodge R/T para assim fechar a tríade dos Muscle cars brasileiros. Até lá meu amigo e feliz natal e próspero ano novo na paz de Jeová.

SDS,

Ricardo H. S. Andrade.

Afinou, então tá bom…

18 nov 2008 | Guardado em: Titanic II |

E eis que resolvi que já seria hora de colocar em prática uma idéia que já vinha matutando há algum tempo.

Com a recente falha do sexto cilindro, percebi que somente haveriam medidas paliativas até que efetivamente mandasse executar o serviço. Tenho uma reserva pecuniária para emergências (tá, tá, confesso: é o cheque especial) e decidi que deveria avaliar bem melhor essa situação. Até porque haveria também a possibilidade de aportar o Titanic II lá na casa do Seo Bento, vulgo meu pai, para que, juntos, fizéssemos o serviço. Ou seja, eu sob a orientação dele. Mas isso tudo ainda estava assim, meio que enevoado em minha mente.

Então, pela manhã, fui buscar leite e pães, como de praxe.

E lá foi o carro meio que falhando.

É uma coisa irritante. Mesmo. O motor do Opala trabalha em baixa rotação, de modo que – ao contrário de outras enceradeiras outros veículos – não há necessidade de acelerar em excesso ou queimar embreagem. Só que com o cilindro falhando é justamente isso que acontece. É de espanar!

Então decidi. Com ou sem reservas esse carro iria para o mecânico.

E lá fui eu para o trabalho, distante cerca de 15km de casa. Já fui imaginando o caminho a fazer, a distância que seria ir (a pé) do mecânico até o trabalho – que fica praticamente do outro lado da cidade. E isso porque eu tinha uma reunião logo às nove.

Mas… PÉRAÊ!!!

Não tava falhando!

Tava tudo normal!

Que conclusão posso chegar?

Que o mardito afinou!!!

Sei lá, tenho dessas coisas. Objetos não são só objetos. Possuem personalidade. Possuem “alma”. E o danado – tal qual Herbie, o Fusca – estava me “dizendo” na prática que não queria ir para o mecânico. Ao menos, não naquele momento…

Assim, resolvi lhe dar uma chance e respeitar isso.

Pelo menos por enquanto…

Carga lenta

17 nov 2008 | Guardado em: O Projeto |

É o que vou precisar fazer com a bateria do 79.

Nem com os famosos cabos de bateria para bateria ele tinha força suficiente para rodar o motor.

É que tenho deixado de lado o compromisso que assumi – não só o de ligar o carro todo final de semana, como o da própria reforma em si. E isso me corrói o coração…

Ou seja, tenho que retirar a danada da bateria e das duas uma: ou levo para alguma auto-elétrica dar carga lenta (normalmente leva 24 horas) ou dou um jeito de arranjar a aparelhagem que faça isso.

E, no Titanic II, o sexto cilindro ainda falhando…

Sexta-fotos XXXVII

14 nov 2008 | Guardado em: Fotos de Sexta |

Lembrem-se: é fundamental conservar seu Opala com carinho, pois a natureza é inclemente…

Novamente cansado

13 nov 2008 | Guardado em: Titanic II |

E lá se foi o sexto cilindro – que resolveu “descansar” – de novo…

Merda.

Sexta-fotos XXXVI

07 nov 2008 | Guardado em: Fotos de Sexta |

Muito bonito este SS 75. Particularmente gosto mais das faixas duplas sobre o capô (ou capuz, como se encontra em alguns livros) – mas o que não diminui a beleza deste carro…

Motorizando – parte V

05 nov 2008 | Guardado em: Causos em Quarta |

Bem, o acidente foi um negócio meio complicado. A bem da verdade até hoje, dependendo das circunstâncias, o joelho ainda dói um pouco. O dinheiro recebido à época por parte do seguro foi suficiente para aquisição de um novo carro. Era um Escort 97, modelo importado, vidros elétricos, ar condicionado, direção hidráulica, enfim, completíssimo para o gosto da Dona Patroa. De um azul-escuro muito bonito (que eu chamava de “azul meia-noite”), ficou com a gente tempo suficiente para entendermos o porquê de ter saído por um preço tão bom. A mecânica dele era uma caixa preta! Não se trocava uma vela sem ter que trocar também quase metade do motor! E, pra completar, as peças eram caríssimas! Por um descuido inominável, um ônibus deu uma raspada na parte de trás (dessa vez foi com a Dona Patroa). Tudo bem que o seguro pagou – pelo menos a parte que não era da franquia – mas o conserto geral ficou em cinco contos! Cinco mil reais! Só o pára-choques traseiro custou mais de mil! Resolvemos que ele seria sumariamente substituído por algo mais de acordo com a nossa realidade. Eis uma foto dele (comigo e a Strada ao fundo).

A troca foi numa loja de carros e, desta vez, por uma Parati branca, também 97. Sempre um “carro-família”. Até que era um carro relativamente confortável, mas, por se tratar um modelão básico, com o básico do básico do básico, era bem “secão”. Ou seja, a Dona Patroa ralou um bocado, pois, para quem estava acostumada com, no mínimo, direção hidráulica e ar condicionado, pegar um carro destes em pleno verão foi complicado…

Eis uma foto da própria Dona Patroa, do alto de seus 1,53m de altura (sim, ela faz questão dos 3 centímetros), na despedida do carro – logo após a venda. Mais fotos dela (da Parati, não da Dona Patroa) bem aqui.

E essa venda foi justamente para ajudar a custear uma espécie de “volta às origens” com outro Corsa. Chegamos à  conclusão de que não precisávamos mais de um “carro-família”, pois as crianças já estavam crescendo (o caçulinha já com quatro anos) e não havia mais aquela necessidade de carregar o mundo inteiro no porta-malas. Isso sem falar que surgiu um negócio de ocasião! Imaginem: Corsa 2003 1.6, quatro portas, direção hidráulica, vidros elétricos, única dona, amiga da família, só usava o carro para trabalhar, 30 mil km e abaixo da tabela. E, melhor de tudo, depois da recente experiência com Ford e Volkswagen, uma volta à Chevrolet! Bem, fizemos um concílio familiar e ambos resolvemos assumir uma dívida para encarar aquela oportunidade. Ei uma singela foto do novo membro da família…

E, como Corsa (ainda mais prateado) é tudo igual num estacionamento, a Dona Patroa fez questão de colocar um adesivozinho – bem meigo – para poder identificá-lo rapidamente…

Bem, em paralelo às últimas ocorrências, ainda na época da Parati, eu já havia comprado o 79…

…e, mais recentemente, acabei por trocar a Strada pelo 76 – que veio a ficar conhecido como Titanic II.

E essa é toda a história!

Nestas cinco partes deste longo causo, desde os primórdios do mais antigo velocípede, numa história que ainda – quiçá! – esteja longe de acabar, foram reunidos os veículos que já tive no decorrer de minha vida.

Ainda assim não deixo de, todo domingo, dar um pulo na bendita feirinha. Quem sabe surge alguma oportunidade?…

😉

O motor da Variant

05 nov 2008 | Guardado em: No mundo lá fora |

Creio que eu já tenha falado antes por aqui sobre a capacidade inventiva do Seo Bento, vulgo meu pai.

Numa de suas últimas “brincadeiras”, ele, que tem não só uma mas duas Variants (quem sou eu pra falar alguma coisa?), eis que resolveu comprar um motor no ferro-velho para adaptar. Arranjou um motor de Brasília, fez as adaptações necessárias, retificou, mexeu, fuçou, montou e colocou no carro.

E o motor que sobrou?

Ora, arrumou também!

Mas deixou ali na oficina, “de reserva”, pra quando precisar… Ainda assim, feiticeiro que é, preparou mais alguns truquezinhos para fazê-lo funcionar pelo menos uma vez por semana!

Eis o caboclo em ação – com participação rápida e especial do Kevin, meu filhote mais velho…

Será que era um seis cilindros?

04 nov 2008 | Guardado em: No mundo lá fora |

Para quem ainda não sabe, eu adoro quadrinhos. É, sujeitos que gostam de Opalas costumam ter essa tendência de ser meio excêntricos mesmo… 😉

Bão, voltemos ao assunto. Outro dia, numa revista que comprei recentemente, havia uma cena bastante interessante: a Supergirl lutando contra outro herói, pronta para lhe arremessar um motor inteiro na cabeça. Mesmo que eu particularmente não tenha gostado muito do traço do desenhista (existem outros que teriam desenhado a mesma situação de forma espetacular), ainda assim uma coisa me chamou a atenção.

Será que era um seis cilindros?…

Nas entranhas do painel

03 nov 2008 | Guardado em: Referências |

Essa série de fotos é a pedido do virtual amigo opaleiro Floriano, o qual, neste post aqui, perguntou se eu teria fotos da parte do ventilador, sanfonas, e outros que tais, pois o Opala dele veio sem essas peças e, depois de muitas horas de desmanches, ele teria conseguido o suficiente para colocá-las no lugar. Mas, sem referência, ficaria meio difícil.

Bem, são fotos da parte interna do Titanic II – até porque o do 79 também sequer tinha essa parte de ventilação. Sim, também está faltando boa parte, mas talvez já ajude um pouco ao nosso amigo. Caso algum de nossos quase cinco leitores tenha alguma foto para ajudar a ilustrar a montagem, sinta-se à vontade para mandá-la para meu e-mail, que eu complemento o post aqui.

Começando pelo lado direito do painel, temos aquele suporte preto que vai preso na lataria, bem na entrada de ar da frente do veículo, na continuação do capô. Nesse suporte deveria haver uma mangueira conectada ao painel. Fui tirando do que dava (tem um emaranhado de fios lá embaixo, pô!), até chegar do outro lado, onde sequer esse suporte eu tenho.

Sei que é pouco, Floriano, mas acho que já dá pra ter um início de orientação…

Sexta-fotos XXXV

31 out 2008 | Guardado em: Fotos de Sexta |

E eis que o opaleiro e amigo virtual Reinaldo mandou fotos da mais nova máquina dele. Impecável!

Cada macaco no seu galho

29 out 2008 | Guardado em: Titanic II |

Eu já estava esquecendo: quando levei o carro no mecânico, anteontem, uma das coisas que pedi foi para que verificassem o fato de o radiador estar baixando de um a dois litros d’água por semana. Minha preocupação é que eu não tinha constatado nenhum vazamento aparente e estava com receio de que essa água estivesse indo para onde não devia no motor…

O caboclo simplesmente falou que sim, o radiador estava com vazamento, mas que eles não “mexiam” com isso não.

Bem, o jeito seria levar em alguma oficina especializada só nessa área.

É que, na prática, não que eu tenha perdido a no meu mecânico de praxe, mas é que desde que ele mudou sua oficina para novas e amplas instalações cada vez mais ele foi se tornando um “clínico geral”. E isso não é lá muito bom para carros com mecânicas ainda que simples, mas de regulagem específica, como os Opalas.

Antes mesmo de levar o carro para um profissional específico da área, ainda ontem resolvi dar uma visitada nos desmanches de plantão para saber o custo de um novo radiador velho. Vai que sai mais barato que o conserto? Dei azar. Nenhum deles tinha nada da mecânica do seis cilindros. Paciência.

Já hoje de manhã parei na estrada, a caminho do trabalho, e entrei numa oficina que só trabalha com radiadores. Deu trabalho pra encontrar o tiozinho lá no fundo, mas, enfim, ele veio dar uma olhada no carro. Num curtíssimo espaço de tempo levantou tantas hipóteses e suposições, juntamente com um mecânico que estava ali por perto, que não foi difícil que eu me convencesse que o caboclo estava exercendo a mais pura arte da chutologia. Levantei vôo.

Nisso acabei lembrando de que um amigo, o Evandro, há bem pouco tempo tinha mandado consertar o radiador de seu Gol. Liguei e peguei o endereço. Sob veementes protestos, pois ele estava no banho, atrasado, numa correria e eu o estaria atrapalhando.

Ê mundo bão… 😉

Enfim, levei o carro logo pela manhã (bem perto de meu trabalho) e fiquei de pegá-lo no final da tarde. Ali pelo meio-dia já me ligaram dizendo que estava pronto. No meio da tarde consegui dar uma escapada (antes que chovesse) e fui buscar o Titanic II.

Resultado: havia uma camada de sujeira que ora entupia ora não a emenda lateral do radiador. Por isso é que nem sempre o vazamento era detectado. O sujeito tirou fora o radiador, remartelou-o inteirinho, refez as soldas onde deveriam ser refeitas, limpou-o, deu banho químico (seja lá isso o que for), desamassou as abas do bocal e pôs tudo de volta no lugar. Até segunda ordem, parece que tudo está ok.

Daí, mais do que nunca, chego a seguinte conclusão: cada macaco no seu galho. Essa coisa de clínica geral no carro é complicada, pois a gente pode acabar gastando mais do que devia em componentes que não necessariamente seriam os geradores dos problemas. Numa oficina especializada o caboclo só mexe com aquilo, de modo que a probabilidade de cometer uma gafe seria beeeeeem menor. Eu já devia ter aprendido isso após aquela saga com o motor de arranque – mas sou teimoso, que fazer?

Pois bem. A única recomendação que deixou é que a tampa do radiador, por não ser original, ainda apresentava um pouco de vazamento. Recomendou que eu conseguisse uma original. Apesar de na hora eu ter pensado em mais um ato de antropofagia no 79 ele já me deu o endereço de uma loja onde talvez tenha o que procuro.

Vouverei isso…

Motorizando – parte IV

29 out 2008 | Guardado em: Causos em Quarta |

Desde então, com o segundo casamento, sendo distintas as minhas necessidades e as da Dona Patroa, na maior parte do tempo passamos a ter mais de um veículo para transporte. Nessa época de recém-casados, enquanto eu ficava num escritório de advocacia no centro da cidade ela tinha se mudado para o litoral, pois passara num concurso. Praticamente nos víamos nos finais de semana. À época nosso primeiro carro foi um Escort XR3 1.8 branco com teto solar (e uma bandeirinha do Brasil no pára-choques). O carrinho era um capeta para andar! Não ficamos com ele por muito tempo, pois seus documentos estavam enrolados e acabou sendo devolvido ao comerciante. Sem fotos dele, resta apenas uma comparação com a foto a seguir – que achei na Internet.

Nessa mesma época – acho que um pouco antes, talvez – foi que comprei uma NX 150. Na realidade essa moto passou por uma reforma completa, inclusive com alinhamento do quadro. Ela pertencera ao cunhado da Dona Patroa, que, com ela, faleceu num acidente. Basicamente um carro fez um contorno muito rápido numa avenida na praia (quase que um “cavalo-de-pau”) e o dono da moto abalroou o veículo bem no meio. Faleceu algumas semanas depois, no Benificência Portuguesa, em São Paulo. Comprei a moto da viúva, que viria a ser minha cunhada, e reformei-a inteirinha. Na sequência eis uma foto dela com meu filhote mais velho, com uns seis meses.

Depois da malfadada experiência com o Escort, compramos um Verona. Ficamos até que um bom tempo com ele. Tinha uns perrengues ou outros, mas, no geral, até que não deu tanta dor de cabeça. Na época em que meu primeiro filho nasceu foi com ele que voltamos da maternidade.

Esse carro ficou conosco, se não me engano, até pouco antes do nascimento de meu segundo filho.

Se comparado aos outros carros “da moda” na época, poderia até ser considerado um carro grande. Não tanto uma barca quanto os Opalas da vida, mas, mesmo assim, seu porta-malas era significativamente espaçoso.

Depois disso, graças a uma indenização que recebi em função de uma ação trabalhista contra o Banco Nacional, onde trabalhei por cerca de quatro anos, compramos um Corsa 97. Sem dúvida foi quem ficou na família por mais tempo. E, curiosamente, quase não temos fotos dele (senão de seu amargo fim). Fuçando bastante nos álbuns da era fotográfica pré-digital, consegui encontrar apenas algumas, onde ele somente aparece como personagem de fundo.

Aqui, o mesmo Corsa, aguardando nossa volta para casa quando do nascimento do terceiro filho.

Mas, dando um pequeno passo para trás, logo depois que vendi a NX 150, comprei novamente uma CB. Sim, além de “Opaleiro” acho que posso ser chamado de “CeBezeiro”…

Mas o grande mal das motos é a malfadada chuva. Foi mais ou menos nessa época que comecei a trabalhar numa Prefeitura, na cidade vizinha. De saco cheio de tanto pegar chuva na estrada, resolvi “investir” num Fusca 72 – que tinha o chassi torto, como dá pra se notar pelo ângulo do pára-choques.

Mesmo assim, com algumas outras avarias na fuselagem, era um carrinho bastante confortável. Ganhou o simpático apelido de Brioso, graças a uma observação de um amigo, o San-Sebastianense Sylvio…

Como a Dona Patroa, do alto de seus 1,53m de altura, se recusa terminantemente a dirigir o bólido amarelinho – pois, segundo ela, ficava afundada no banco e não enxergava nada – resolvi comprar um carro bem “família” e que fosse fácil e maleável o suficiente para que ela pudesse dirigir. Lembrei-me da época do Chevette Hatch e resolvi comprar algo na mesma linha. Assim tornei-me o feliz proprietário de uma Marajó 82 – da qual não tenho fotos (essa, a seguir, encontrei na Internet – mas era igualzinha). O carro estava bem detonado e passou por uma reforma completa, de lataria, pintura e estofamento. Somente motor e documentos é que estavam em dia. Esse, por sua vez, foi apelidado de Rabecão

Mas, passado algum tempo, e continuando a trabalhar na cidade vizinha, ao fechar as contas no final de cada mês passei a perceber que estava gastando uma soma considerável em combustível. Um pouco sobre essa história do combustível eu já contei antes, como dá pra ver bem aqui. Numa bela manhã de sol parei numa revenda de motos e decidi comprar uma financiada. “Que dívida é boa?”, eu pergunto. Respondo: “aquela que cabe no seu bolso”. Assim, mesmo sabendo que ao final talvez pagaria mais de uma moto e meia, parcelei a danada de modo que cada prestação, mais o combustível do mês, não ultrapassasse o que eu gastava mensalmente em combustível com a Marajó. Desse modo adquiri uma Honda Strada 2001 (essa aí embaixo). Confesso que no dia em que fui fechar negócio havia uma CB na revendedora e fiquei bem balançado. Mas, como o mote da vez era economizar, resolvi que tinha que pegar uma moto semi-nova, que não desse dor de cabeça ou que precisasse de reforma.

Bem, lembram do Corsa, não é? Pois é. No final de 2005 consegui o impensável: dei perda total no coitado. Acho que foi a única vez que realmente posou para algumas fotos. Mais imagens (e um pouco da história) do finado bem aqui.

Acho que já sobrecarreguei um pouco demais por hoje. A reta final dessa história fica para a semana que vem.

Hoje não, obrigado

27 out 2008 | Guardado em: Titanic II |

Apesar de ser a emenda de um feriado “parcial” (Dia do Funcionário Público), ainda assim hoje tive que comparecer à repartição para colocar em dia parte do serviço.

Aproveitei e deixei o carro num mecânico especializado em Opalas, em Jacareí, recomendado por nada menos que um ex-opaleiro (será que isso existe?), sócio em algumas causas e amigo pessoal Dr. Lelis.

Gostei do caboclo. Um senhorzinho de cabelos brancos, com cara de bonachão que parece inspirar confiança…

Enfim, voltei à oficina no final do dia e o diagnóstico que eu havia feito se confirmou: de fato um dos cilindros estava falhando. Contudo a pergunta que não queria calar: por quê?

Segundo averiguado estava “subindo” óleo do motor na câmara de compressão – especificamente no sexto cilindro. Isso fazia com que a vela ficasse encharcada, compromentendo sua centelha. Limpou-se como pôde e trocou-se a vela por uma dos outros cilindros. Nesse momento ficou tudo ok.

– Mas e pra consertar isso de vez?

– Bão, se o óleo tá subindo é porque tá passando pelo anel. Então teria que trocar o anel. Pra trocar o anel tem que tirar a camisa. Então teria que trocar o kit de todos os outros cinco pistões também. Às vezes, quando a gente abre o motor, acaba descobrindo outras coisinhas e por aí vai.

– Tá. Mas e quanto sairia essa brincadeira?

– Ah, essa “brincadeira”, completinha, completinha, iria sair por pelo menos uns dois contos…

Não foi necessário mais do que alguns centésimos de segundos (ou menos) para eu concluir que daquele jeito estava bom – por enquanto – e que, provavelmente em janeiro, mais tardar fevereiro, eu acabaria tendo que fazer “algo” com relação ao motor. Provavelmente eu o tirarei e encostarei enquanto durar a reforma do 79 e daí já passaria o motor de quatro cilindros para o 76 (vulgo Titanic II). Daí eu arrumaria a documentação com o motor novo, venderia o carro e teria dinheiro suficiente não só para dar uma geral no motor de seis cilindros como avançar bem na reforma do 79. Tudo isso passou pela minha cabeça, como eu disse, em menos de um segundo – tempo mais que suficiente para engatar uma resposta até apressada depois do orçamento passado:

– Hoje não, obrigado!

Mais antigos - engata a ré!