Zarpando para um novo estaleiro

Atrasou um bocadinho, mas do final de março para mais tardar o começo de abril não foi muita coisa não… Ao menos se considerarmos que já fazia três anos e meio que o Titanic estava lá na oficina!!!

Mas isso não foi nada demais, pois foi como sempre falei para o Seo Waltair: “Nossa combinação tá perfeita, já que o senhor não tem pressa e eu não tenho dinheiro…”

E, apesar de tudo, o combinado não é caro. Ele acabou a parte dele. Então era a vez de eu honrar a minha parte. Por isso é que ainda tivemos que aguardar mais uns pares de meses… Não que ele se negasse a me deixar levar o carro! Nada disso! Foram anos de convivência e mútua confiança até chegarmos nos dias de hoje – mesmo antes do início da reforma. Eu é que sou sistemático mesmo e não me sentiria bem em retirar o Titanic de lá sem deixar, no mínimo, tudo muito bem encaminhado em termos de pagamento. E foi o que fiz!

Mas toda – TODA – história tem um começo, meio e fim…

E agora, já com o casco restaurado e a casa de máquinas em pleno funcionamento, é chegada a hora do Titanic zarpar para um novo estaleiro. Afinal de contas há que se dar início à Sexta Fase!

    
Não um “adeus”, apenas um “até logo”…

Então foi assim: cheguei cedim, proseei um bocadim com o Mestre dos Magos, ele me indicou um guincheiro BBC (Bão, Barato e de Confiança), liguei pro caboclo, combinamos o preço, demorô um cadim mas ele veio, ponhêmo o Titanic arriba do caminhão e zarpemo!

Oi? Não entenderam direito? Tãotáintão. Foi desse jeito:

 

Ah, só pra constar, o Seo Waltair estava ali em cima firmando o arame que segura as portas, uma vez que elas estão sem trinco e poderiam abrir no caminho…

E então, cerca de quinze quilômetros depois, da porta da mecânica até a porta da autoelétrica, o Titanic aportou bem em frente de uma praça!


“Ostentação…”


“Oi, tentação!”

E ói: enquanto eu aguardava o japonês liberar espaço na oficina (tinha um carro aberto, sem o motor de arranque, bem no caminho) foi um tal de passar gente com olho comprido que deu até orgulho!

Mas como comigo sempre tem que acontecer algum perrengue, na hora de colocar o carro pra dentro quem disse que eu lembrava como era a ré? Cutuquei, engatei, desengatei, custou mas lembrei: tinha que puxar a alavanca pra cima e trazer como se fosse engatar a segunda! Arre, afinal faz tantos anos desde que eu o dirigi pela última vez…


Em seu novo Estaleiro…


Devidamente ancorado.

Aliás, antes que eu me esqueça: também já deixei combinado com o japonês a questão do não ter pressa e não ter dinheiro… Não que o Titanic vá ficar mais alguns anos por lá – até porque o espaço dele é limitado – mas, sendo bem mais perto de casa, fica mais fácil de ir acompanhando essa nova fase…

Enfim, que se iniciem os trabalhos!

😀