Opala x Palio

Deliciosa história vinda lá do Opaleiro Louco:

Essa noite a minha digníssima (apresento ela depois) passou mal. Feio. A ponto de aceitar quando eu sugeri levá-la ao hospital. Não aguardei mudança de idéia e, enquanto ela se ajeitava, fui pro carro, coloquei a bateria e joguei uma gasolinazinha básica dentro do carburador (tenho que explicar isso em outro post), pus o bicho pra roncar e lá fomos nós, meia-noite e qualquer coisa, pra emergência do hospital. Foi a primeira volta da patroa no Opala, e mesmo com o bicho engasgando pela falta de regulagem, batendo metal à vera e ela sentindo dor, ficou espantada com a força do bichão:

– Que isso, Eduardo?! O Palio não era assim, não!!! (Outra história pra explicar…)

E eu, orgulhoso:

– Hehe… minha filha, debaixo desse capô aí na frente tem dois Palios e meio!

– Ah, eu vou querer aquele adesivo que eu vi naquele Opala lá da rua!…

Detalhe: O que dizia o adesivo? “Se for 1.0 nem tenta!”

E AÍ EU VOU PRA GALEEEEEEEERA!!!!

Motorizando – parte VII

Bom… Novas alterações na Família Chevrolata!

O nosso bom amiguinho, o Chevette 90, partiu…

Não, nada de acidentes – apenas um já basta por uma vida!

Ainda que a intenção original fosse vender a Caveirinha, foi o Chevette que acabou sendo vendido. Nem caro, nem barato. O justo, creio eu.

E quem veio tomar seu lugar foi um – adivinhem? – Opala!

Desta vez um Comodoro 89, modelo 90, da mesma cor do Chevette, quatro portas, vidros elétricos, direção hidráulica, etc, etc, etc. Só não tem ar condicionado…

Sem maiores delongas, eis as imagens (depois eu conto os detalhes de mais essa doideira – inclusive a reação da Dona Patroa).

Motorizando – parte VI

Bem, como eu já havia dito antes, em casa a Família Chevrolata aumentou…

E, desde então, eu estava devendo algumas fotos do novo membro, ou seja, o Chevette 1990 1.6 que comprei em janeiro.

Como não gosto de ficar devendo nada pra ninguém, eis as fotos do veículo!

Não sei o porquê, mas o dia estava lindo, com um sol radiante e, ainda assim, essa primeira foto ficou escura…

Aqui já dá pra ver melhor o bichinho. Praticamente original – inclusive o macaco, que é um dos mais esquisitos que já vi na vida!

Tão vendo? Como eu havia dito, no documento ele é cinza, mas pra mim parece algum tipo de azul. Sei lá. Aliás, preciso pintar aquela placa antes que eu leve alguma multa…

Enfim, guardadas as devidas proporções, é um carrinho bem bacaninha. Aliás, é curioso: quem tem Opala, tem Opalão; já quem tem Chevette, tem Chevettinho.

Apesar de ser até bem pequeno, se comparado ao seis canecos do Opala, o motorzinho (ói aí o preconceito de novo!) do Chevettinho (tô dizendo…) até que dá conta do recado!

Funciona redondinho, sequinho, sem vazamentos, ou seja, uma jóia rara!

O estofamento é original e está muito bem conservado!

Inclusive, quando comprei o carro, apesar de o antigo proprietário resmungar um pouco, ainda assim mandou com esse acessório. Tá certo que não é todo dia que dá pra curtir, mas sempre que pinta uma oportunidade eu aproveito o máximo possível! Sei que não é lá tão forte, mas, depois de um tempinho, e na dosagem certa, sinceramente dá pra relaxar e deixar as preocupações de lado…

EI!!! Vocês perceberam que estou falando do aparelho de som do carro, certo?…

😀

Motorizando – Parte V,5 (um estranho no ninho)

Como já estão cientes desde nosso “último capítulo”, dentro das desventuras da reforma do nosso bom e velho Opala 79, eis que surgiu um estranho no ninho desta família Chevrolata… uma moto!

Tá, vá lá. Uma estranha, então.

Acontece que essa motoca, uma YBR 125, ainda que básica da básica da básica, não só vai servir para curtir um pouco nos dias de sol, como também – no seu devido tempo – vai acabar virando grana para contribuir na reforma do Opala. Ou, no mínimo, algum outro escambo maluco qualquer…

Eu, particularmente, prefiro motos maiores. Gostaria MUITO de trocá-la por uma CB 400 (das primeiras, até 82 ou 83), ou talvez uma Virago 250, ou, ainda, uma dessas novas Kansas – se já tivessem feito um motorzinho maior que aquele 150. Afinal, com 1,90m de altura e uns 90kg de lastro não é qualquer velocípede que carrega este Jamanta que vos escreve…

Mas, prioridade é prioridade e dinheiro (ou falta de) é dinheiro. Ainda não é o momento pra isso. Então seguem uma fotos da “caveirinha” do jeitinho que estava no dia em que entrou em casa (dá pra ver o seis canecos ao fundo, repousando e aguardando seu momento de voltar à vida…).

Silicone anti-derrapante

Também lá da Lista do Opala temos esse pequeno causo vivido pelo Maurão, opaleiro das antigas e figura carimbada de todos os momentos.

Há um bom tempo, eu trabalhei de vendedor de uma indústria química que tinha vários produtos. Entre eles, silicone em spray (novidade na época) para ser usado em painéis de carros. A lata era desse mesmo tipo das tintas de hoje…

Bem, nas minhas andanças, vendi uma porrada desse silicone para revendas de autos usados daqui de Curitiba… Uma semana depois de receberem o produto, eu quase virei charque!!!

Os caras da indústria simplesmente rotularam errado e mandaram anti-derrapante de correia industrial no lugar do silicone…

Imagina… O cara limpa o painel de um carrão, tira todo o pó, chacoalha a lata, e… borrifa uma cola grudenta que não seca nem a pau!!!

Vi alguns painéis que os caras usaram a bagaça… Cara, dava vontade de chorar!!!! E o melhor da história… o solvente específico derrete plástico…

Resultado… A tal indústria teve que arcar com uns 5 painéis zerados, comprados em concessionária e ainda pagar a instalação…

Pedi a conta depois dessa…

Motorizando – parte V

Bem, o acidente foi um negócio meio complicado. A bem da verdade até hoje, dependendo das circunstâncias, o joelho ainda dói um pouco. O dinheiro recebido à época por parte do seguro foi suficiente para aquisição de um novo carro. Era um Escort 97, modelo importado, vidros elétricos, ar condicionado, direção hidráulica, enfim, completíssimo para o gosto da Dona Patroa. De um azul-escuro muito bonito (que eu chamava de “azul meia-noite”), ficou com a gente tempo suficiente para entendermos o porquê de ter saído por um preço tão bom. A mecânica dele era uma caixa preta! Não se trocava uma vela sem ter que trocar também quase metade do motor! E, pra completar, as peças eram caríssimas! Por um descuido inominável, um ônibus deu uma raspada na parte de trás (dessa vez foi com a Dona Patroa). Tudo bem que o seguro pagou – pelo menos a parte que não era da franquia – mas o conserto geral ficou em cinco contos! Cinco mil reais! Só o pára-choques traseiro custou mais de mil! Resolvemos que ele seria sumariamente substituído por algo mais de acordo com a nossa realidade. Eis uma foto dele (comigo e a Strada ao fundo).

A troca foi numa loja de carros e, desta vez, por uma Parati branca, também 97. Sempre um “carro-família”. Até que era um carro relativamente confortável, mas, por se tratar um modelão básico, com o básico do básico do básico, era bem “secão”. Ou seja, a Dona Patroa ralou um bocado, pois, para quem estava acostumada com, no mínimo, direção hidráulica e ar condicionado, pegar um carro destes em pleno verão foi complicado…

Eis uma foto da própria Dona Patroa, do alto de seus 1,53m de altura (sim, ela faz questão dos 3 centímetros), na despedida do carro – logo após a venda. Mais fotos dela (da Parati, não da Dona Patroa) bem aqui.

E essa venda foi justamente para ajudar a custear uma espécie de “volta às origens” com outro Corsa. Chegamos à  conclusão de que não precisávamos mais de um “carro-família”, pois as crianças já estavam crescendo (o caçulinha já com quatro anos) e não havia mais aquela necessidade de carregar o mundo inteiro no porta-malas. Isso sem falar que surgiu um negócio de ocasião! Imaginem: Corsa 2003 1.6, quatro portas, direção hidráulica, vidros elétricos, única dona, amiga da família, só usava o carro para trabalhar, 30 mil km e abaixo da tabela. E, melhor de tudo, depois da recente experiência com Ford e Volkswagen, uma volta à Chevrolet! Bem, fizemos um concílio familiar e ambos resolvemos assumir uma dívida para encarar aquela oportunidade. Ei uma singela foto do novo membro da família…

E, como Corsa (ainda mais prateado) é tudo igual num estacionamento, a Dona Patroa fez questão de colocar um adesivozinho – bem meigo – para poder identificá-lo rapidamente…

Bem, em paralelo às últimas ocorrências, ainda na época da Parati, eu já havia comprado o 79…

…e, mais recentemente, acabei por trocar a Strada pelo 76 – que veio a ficar conhecido como Titanic II.

E essa é toda a história!

Nestas cinco partes deste longo causo, desde os primórdios do mais antigo velocípede, numa história que ainda – quiçá! – esteja longe de acabar, foram reunidos os veículos que já tive no decorrer de minha vida.

Ainda assim não deixo de, todo domingo, dar um pulo na bendita feirinha. Quem sabe surge alguma oportunidade?…

😉

Motorizando – parte IV

Desde então, com o segundo casamento, sendo distintas as minhas necessidades e as da Dona Patroa, na maior parte do tempo passamos a ter mais de um veículo para transporte. Nessa época de recém-casados, enquanto eu ficava num escritório de advocacia no centro da cidade ela tinha se mudado para o litoral, pois passara num concurso. Praticamente nos víamos nos finais de semana. À época nosso primeiro carro foi um Escort XR3 1.8 branco com teto solar (e uma bandeirinha do Brasil no pára-choques). O carrinho era um capeta para andar! Não ficamos com ele por muito tempo, pois seus documentos estavam enrolados e acabou sendo devolvido ao comerciante. Sem fotos dele, resta apenas uma comparação com a foto a seguir – que achei na Internet.

Nessa mesma época – acho que um pouco antes, talvez – foi que comprei uma NX 150. Na realidade essa moto passou por uma reforma completa, inclusive com alinhamento do quadro. Ela pertencera ao cunhado da Dona Patroa, que, com ela, faleceu num acidente. Basicamente um carro fez um contorno muito rápido numa avenida na praia (quase que um “cavalo-de-pau”) e o dono da moto abalroou o veículo bem no meio. Faleceu algumas semanas depois, no Benificência Portuguesa, em São Paulo. Comprei a moto da viúva, que viria a ser minha cunhada, e reformei-a inteirinha. Na sequência eis uma foto dela com meu filhote mais velho, com uns seis meses.

Depois da malfadada experiência com o Escort, compramos um Verona. Ficamos até que um bom tempo com ele. Tinha uns perrengues ou outros, mas, no geral, até que não deu tanta dor de cabeça. Na época em que meu primeiro filho nasceu foi com ele que voltamos da maternidade.

Esse carro ficou conosco, se não me engano, até pouco antes do nascimento de meu segundo filho.

Se comparado aos outros carros “da moda” na época, poderia até ser considerado um carro grande. Não tanto uma barca quanto os Opalas da vida, mas, mesmo assim, seu porta-malas era significativamente espaçoso.

Depois disso, graças a uma indenização que recebi em função de uma ação trabalhista contra o Banco Nacional, onde trabalhei por cerca de quatro anos, compramos um Corsa 97. Sem dúvida foi quem ficou na família por mais tempo. E, curiosamente, quase não temos fotos dele (senão de seu amargo fim). Fuçando bastante nos álbuns da era fotográfica pré-digital, consegui encontrar apenas algumas, onde ele somente aparece como personagem de fundo.

Aqui, o mesmo Corsa, aguardando nossa volta para casa quando do nascimento do terceiro filho.

Mas, dando um pequeno passo para trás, logo depois que vendi a NX 150, comprei novamente uma CB. Sim, além de “Opaleiro” acho que posso ser chamado de “CeBezeiro”…

Mas o grande mal das motos é a malfadada chuva. Foi mais ou menos nessa época que comecei a trabalhar numa Prefeitura, na cidade vizinha. De saco cheio de tanto pegar chuva na estrada, resolvi “investir” num Fusca 72 – que tinha o chassi torto, como dá pra se notar pelo ângulo do pára-choques.

Mesmo assim, com algumas outras avarias na fuselagem, era um carrinho bastante confortável. Ganhou o simpático apelido de Brioso, graças a uma observação de um amigo, o San-Sebastianense Sylvio…

Como a Dona Patroa, do alto de seus 1,53m de altura, se recusa terminantemente a dirigir o bólido amarelinho – pois, segundo ela, ficava afundada no banco e não enxergava nada – resolvi comprar um carro bem “família” e que fosse fácil e maleável o suficiente para que ela pudesse dirigir. Lembrei-me da época do Chevette Hatch e resolvi comprar algo na mesma linha. Assim tornei-me o feliz proprietário de uma Marajó 82 – da qual não tenho fotos (essa, a seguir, encontrei na Internet – mas era igualzinha). O carro estava bem detonado e passou por uma reforma completa, de lataria, pintura e estofamento. Somente motor e documentos é que estavam em dia. Esse, por sua vez, foi apelidado de Rabecão

Mas, passado algum tempo, e continuando a trabalhar na cidade vizinha, ao fechar as contas no final de cada mês passei a perceber que estava gastando uma soma considerável em combustível. Um pouco sobre essa história do combustível eu já contei antes, como dá pra ver bem aqui. Numa bela manhã de sol parei numa revenda de motos e decidi comprar uma financiada. “Que dívida é boa?”, eu pergunto. Respondo: “aquela que cabe no seu bolso”. Assim, mesmo sabendo que ao final talvez pagaria mais de uma moto e meia, parcelei a danada de modo que cada prestação, mais o combustível do mês, não ultrapassasse o que eu gastava mensalmente em combustível com a Marajó. Desse modo adquiri uma Honda Strada 2001 (essa aí embaixo). Confesso que no dia em que fui fechar negócio havia uma CB na revendedora e fiquei bem balançado. Mas, como o mote da vez era economizar, resolvi que tinha que pegar uma moto semi-nova, que não desse dor de cabeça ou que precisasse de reforma.

Bem, lembram do Corsa, não é? Pois é. No final de 2005 consegui o impensável: dei perda total no coitado. Acho que foi a única vez que realmente posou para algumas fotos. Mais imagens (e um pouco da história) do finado bem aqui.

Acho que já sobrecarreguei um pouco demais por hoje. A reta final dessa história fica para a semana que vem.