Chavecando a chave

Vamos agora a uma imagem de nudez explícita, explorando as mais profundas entranhas de… uma chave!

Pensaram besteira, não foi não?

Mas este aqui é um blog de família e não rola dessas coisas aqui não!

Bem, quase…

Enfim, se vocês sempre tiveram curiosidade de entender melhor como funcionam aqueles dentinhos das chaves e como é que definitivamente elas destrancam suas respectivas fechaduras, através da imagem abaixo agora não restarão mais dúvidas!

Quatro? Não, só dois…

“Só dois o quê, criatura?” – perguntam-me vocês.

“Pneus” – respondo-lhe eu.

Acho que todo mundo já passou por essa situação: perceber que os pneus já estão num ponto em que é preciso desviar até mesmo de bita de cigarro acesa no meio da rua, mas não necessariamente todos os quatro. Até porque, ainda que o mais recomendável fosse trocar todos os quatro pneus, nem sempre temos dinheiro sobrando para fazer um “serviço completo”. Então, a pergunta que não quer calar é qual conjunto trocar, os dianteiros ou os traseiros?

Bem, como este espaço não é só um local de compartilhamento de informações úteis (e inúteis), mas também – e principalmente – minha própria “memória virtual”, eis aqui um filminho bem didático sobre quais pneus devem ser trocados e o porquê disso.

E não, não vou contar.

Assistam o filme, pô!

Aumenta o som!

Bem, sem maiores delongas, aqui vai a dica do dia: música.

Sim, MUITA música.

Bem, por enquanto nem tanto…

É que acabei de criar uma nova página – “No toca-fitas” – que pode ser encontrada sempre em primeiro plano, aí do lado na sessão Porta-Malas.

Essa página vai ser alimentada com a mais refinada música para Opala (como poderão ver por lá), sendo que recomendo passarem de vez em quando para ver o que tem de novo. Ah, e é lógico: dêem lá seus pitacos e sugestões também, certo?

Sistema de arrefecimento do Opala

Então. Como ando meio puto (pra não dizer MUITO puto) com esse negócio do radiador que não se acerta, independentemente da questão mecanística (relativa ao mecânico – inventei agora!), resolvi dar uma estudada no assunto.

Segundo o Manual do Chevrolet Opala, de Jarbas Portella (disponível aí do lado), “Da energia potencial da gasolina liberada na combustão, apenas 30% são aproveitados pelo motor em condições ideais. Cerca de 45% são expelidos sob a forma de calor pelos gases da combustão e por irradiação das partes aquecidas do motor, 5% em perdas por atrito e 20% do calor são dissipados pelo sistema de arrefecimento, cuja função é manter o motor dentro dos limites ideais de funcionamento.”

Bom, até aí tudo bem.

Desembreado

Você já ficou sem embreagem?

Já?

Putz, é horrível…

É que estava eu, há exatamente um mês atrás, em pleno sabadão, junto com a Tropinha de Elite (vulgarmente conhecidos como meus três filhotes: Escapou, Já Foi e Já Era), quando – do nada – o pedal de embreagem do Poseidon afundou totalmente.

A impressão é que ele tinha ficado travado, mas, na prática, ele só perdeu o efeito de mola que o próprio cabo lhe proporciona.

Olha, eu juro que tentei e me esforcei, mas sem ter conhecimento de causa de como funciona a “mecânica” da coisa, esse “mechânico” que vos tecla não tinha a mínima possibilidade de consertar a viatura…

Liguei para o bom e velho mecânico que havia dado uma geral no Titanic II e contei-lhe a saga. Ele mandou um assecla ajudante – já, inclusive, com uma travinha no bolso. É, o caboclo conhece bem da matéria e por telefone mesmo já tinha formulado o diagnóstico: o cabo escapou.

Acontece que a ponta do cabo da embreagem é presa no pedal num dos locais mais inacessíveis e mal iluminados que se poderia imaginar num veículo. O rapaz bem que tentou, mas sem ferramentas e iluminação a coisa não rendeu.

Resolvemos levar o carro para oficina. E lá fui eu, rezando para não pegar nenhum sinal vermelho e fazendo a mudança de marcha de ouvido, morrendo de dó das engrenagens do câmbio.

Ainda que aos trancos e barrancos a viagem foi curta e sem incidentes.

E lá, mesmo com todo o aparato necessário, ainda assim levou quase uma hora para conseguir encaixar a bagaça – que nada mais é que uma ponta de metal presa com um anel de pressão.

Tudo pronto, ponho a criançada pra dentro, engato a ré, ponho o carro pra fora, entro na primeira e o cabo sai na segunda.

Tudo igual.

Não andei nem cinco metros.

Com jeitinho, lá vai o carro pra dentro da oficina de novo (nesse meio tempo a Dona Patroa chegou e resgatou os pimpolhos).

Chegamos à conclusão que não iria adiantar simplesmente encaixar de novo, pois, fatalmente, acabaria escapando. O negócio era assegurar que o mesmo não saísse. Como? Colocando uma travinha na ponta do cabo.

Foi questão de tirar tudo de novo e, com uma broca bem fina, fazer um furo na cabeça do cabo. Isso feito, bastou encaixar tudo mais uma vez – inclusive com a arruela de pressão – e colocar a cupilha no local do furo, logo após a arruela.

Ficou perfeito!

Só para que entendam o que foi feito (e este registro tem o condão de ser uma dica de mim para mim mesmo em algum perrengue futuro), eis uma imagem de onde vai o cabo (em amarelo) e onde foi colocada a cupilha (em vermelho).

Farol de Milha x Farol de Neblina

Didática expllicação do “Prof. Caldeira”, lá d’A Turma

Não confundam farol de milha com farol de neblina…

Farol de milha – farol de longo alcance, acionado somente quando o facho alto está acionado seu foco é concentrado e direcionado para o mais longe possivel. e para o centro da pista…

Farol de neblina (ou de nevoeiro) – curto alcance, foco disperso indo de uma lateral do carro até a outra, reforçando a iluminação das faixas de rolamento da pista e acostamento… geralmente fica numa posição mais baixa (parachoques) do veiculo…

A linha Opala teve ambos os tipos de farois auxiliares

Nos pré-80 (acho que só a partir de 75, alguém confirme) tinha os de milha (redondinhos, ficam presos no parachoque e em frente a grade do radiador) e os de neblina (quadrados e na parte de baixo do parachoque. Os de neblina ficavam mais para os cantos, para iluminar melhor as laterais da pista, e os de milha ficam mais para o centro do carro com foco mais reto.

Nos 80-84 tinha os quadradinhos de neblina abaixo do parachoque.

De 86-87 vinha os de neblina nos Diplomatas, junto aos farois principais.

Nos 88-92 vinha os de neblina incorporados aos farois principais (no “triângulo”) entretanto o acionamento deles não vinham em todos sendo de série no Diplomata e opcional nos Comodoro.

Quando as picapes GM passaram a usar farol igual ao do Opala 88-92 o triângulo trazia na verdade um farol de longo alcance (milha) ao invés dos de neblina da linha Opala (repare que no Opala tem riscos verticais na lente, e nas pickups essa parte é lisa)…

Farol de neblina regula pras laterais (e abaixo do foco do farol baixo) e farol de milha regula igual o farol alto.

Solda complementar: Enquanto que o Farol de Neblina pode ser acionado apenas com a lanterna (“farolete”) e a chave de ignição, já o Farol de Milha (de longo alcance) aciona somente junto com o farol alto. O esquema de ligação do relê original GM é o seguinte:

– no pino 30 – fio pós chave (fio preto);
– no pino 86 – positivo da lanterna (fio cinza/preto,cinza/vermelho ou cinza/verde);
– no pino 85 – negativo (fio marrom) ou pode ser aterrado à lataria do carro;
– no pino 87 – saída para as lâmpadas do farol de neblina.

Alumínio brilhando

Boa dica do amigo virtual e co-listeiro Maurão:

Alumínio e outras ligas que contém alumínio, zamac, antimônio, magnésio, etc… são muito fáceis de levantar brilho quando se faz o polimento correto… chega a ficar quase um cromado… o problema é que não é durável… poucas horas depois já começa a oxidar e manchar…

Se você fizer um polimento, desengordurar e passar um verniz incolor brilhante, tipo automotivo, vai ficar com a peça linda por um bom tempo, coisinha de 10 anos se não retirar o verniz… o que oxida é o oxigênio do ar… se você isolar com o verniz, acaba o problema!!!